27 de outubro de 2026

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Alimentação mudada: novos ingredientes e alérgenos desconhecidos serão alvo de estudo

Geral Alergia 27/10/2026 14:18 Dra. Keity Souza Santos / ASBAI Foz do Iguaçu PR

Especialistas debatem no 53º Congresso Brasileiro de Alergia como novas proteínas e alimentos tradicionais, antes pouco estudados, podem causar reações no Brasil. O objetivo é ajudar médicos a diagnosticar corretamente sem criar medo no paciente.

As mudanças nos hábitos alimentares e a chegada de novos ingredientes à mesa ampliam a investigação sobre alergia alimentar. Esse será o tema da aula Novos alérgenos e novas exposições, apresentada pela Dra. Keity Souza Santos no 53º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, que será realizado em Foz do Iguaçu, de 12 a 14 de novembro de 2026.

A discussão vai além dos alimentos mais frequentemente associados à alergia. Leite, ovo, amendoim e frutos do mar estão entre os alimentos mais alergênicos, mas durante a minha palestra quero abordar outras três frentes: alimentos identificados mais recentemente como possíveis causas de reações; ingredientes presentes há muito tempo na alimentação brasileira, mas ainda pouco estudados; e alérgenos já reconhecidos em outros países que começam a receber mais atenção no Brasil, conta Dra. Keity.

  • O evento ocorrerá em Foz do Iguaçu (PR), de 12 a 14 de novembro de 2026.
  • A palestra abrange três áreas: novos alimentos, ingredientes tradicionais pouco estudados e alérgenos de outros países.
  • Um questionário está sendo usado para coletar relatos de especialistas de diferentes regiões do Brasil.
  • O objetivo é conectar observações clínicas com laboratórios de pesquisa de novos alérgenos.
  • A intenção é reconhecer causas de reações sem incentivar dietas restritivas sem necessidade.

Coleta de dados médicos

Para reunir observações de diferentes regiões, a imunologista está coletando relatos de especialistas por meio de um questionário. A iniciativa busca identificar situações observadas nos consultórios que possam orientar novas perguntas de pesquisa. Os relatos não permitem, por si só, concluir que determinada alergia esteja aumentando na população, explica a palestrante do Congresso.

Conexão entre consultório e laboratório

A especialista explica que o objetivo é conectar o que os médicos alergistas observam em seus consultórios ao laboratório de pesquisa, onde são identificados os novos alérgenos.

A aula também tratará de novas fontes de proteína que começam a integrar a alimentação. Com ingredientes e formas de consumo diferentes, surgem dúvidas sobre possíveis reações alérgicas e sobre como reconhecê-las.

Importância do diagnóstico correto

Para Dra. Keity, investigar essas mudanças exige atenção tanto ao que é novo quanto ao que já faz parte da alimentação cotidiana, mas recebeu pouca atenção científica. Entender essas mudanças pode ajudar a reconhecer causas de reações que hoje passam despercebidas e orientar melhor os pacientes, sem criar medo ou incentivar restrições alimentares desnecessárias, aponta a palestrante do 53º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, evento realizado pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Informações do Evento

53º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia

Data: 12 a 14 de novembro

Local: Centro de Convenções Bourbon Cataratas

Inscrições: www.congressoalergiaasbai2026.com.br