26 de outubro de 2026

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Museu do MIS celebra Toni Venturi com filmes, debates e música gratuitos

Geral Cinema 26/10/2026 12:52 Assessoria de Imprensa - Sec. Cultura SP São Paulo SP

O Museu da Imagem e do Som (MIS) exibe uma retrospectiva completa da obra do falecido cineasta paulistano, com sessões de seus principais documentários e ficções. O evento, totalmente gratuito, inclui debates com políticos, artistas e intelectuais sobre memória, educação e sociedade, ocorrendo em São Paulo.

O MIS, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, apresenta a "Mostra Toni Venturi", celebrando a obra e a carreira do cineasta com uma seleção de seus longas e curtas-metragens de ficção e documentais. A programação inclui diversos bate-papos e palestras com nomes relevantes da sociedade brasileira em diversas frentes, ratificando que a obra de Venturi sempre teve um caráter formativo e, ao mesmo tempo, provocador. As sessões acontecem no MIS e no auditório da UMES (União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo) entre os dias 27 de outubro e 1º de novembro de 2026.

Toni Venturi (1955-2024) nasceu na capital paulista, em 20 de novembro de 1955. Na adolescência, interessado pela sétima arte, fundou o clube de cinema do Colégio Estadual Vocacional Oswaldo Aranha, uma instituição de ensino experimental. Aos 26 anos, mudou-se para o Canadá e, em 1984, graduou-se como bacharel em Artes Fotográficas/Cinema pela Ryerson University de Toronto. De volta ao Brasil, em 1987 formou-se em Comunicação Social, na área de Cinema, pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Cineasta (diretor, roteirista e produtor) reconhecido pelos filmes de cunho humano, político e social, liderança do setor, foi presidente e ativo membro da APACI Associação Paulista de Cineastas, mostrando seu compromisso não apenas com a criação artística, mas também com o desenvolvimento institucional do cinema no Brasil. Dirigiu 9 filmes de longa-metragem lançados nos cinemas, sendo quatro ficções e cinco documentários, que receberam 68 prêmios em festivais de cinema nacionais e internacionais, além de curtas, médias e séries documentais. Sócio-fundador da produtora Olhar Imaginário, que segue produzindo e cuidando de sua obra, sempre acreditou na utopia de um mundo mais justo e igualitário. Faleceu em 18 de maio de 2024, deixando um legado de compromisso com o audiovisual nacional, com a democracia e com a força do cinema como instrumento de reflexão e transformação.

  • Entrada Grátis: Os ingressos devem ser retirados com 1 hora de antecedência na bilheteria do MIS.
  • Local: As sessões ocorrem nos auditórios MIS e LABMIS, localizados na Avenida Europa, 158, em São Paulo.
  • Repercussão: Os filmes de Venturi somam 68 prêmios em festivais nacionais e internacionais.
  • Debates: Participam de discussões nomes como Zé Dirceu, Drauzio Varella e Regina Casé.
  • Legado: A mostra destaca filmes sobre a ditadura, educação e racismo no Brasil.

Abertura com música e debate político

A abertura acontece em 27 de outubro, terça-feira, no Auditório MIS. O evento começa às 18h30 com uma fala de agradecimentos, contando com a presença de André Sturm, Valério Bemfica, Mauro D'Addio e Débora Duboc. Em seguida, às 19h, o público assiste a um pocket show de 15 minutos da cantora Fernanda Porto. A sessão de filmes se inicia às 19h15 com a exibição de Latitude Zero (2001), uma ficção de 85 minutos. O filme narra a história de Lena, grávida, e Vilela, um sobrevivente da ditadura, que vivem um amor intenso em um garimpo abandonado no interior do Brasil. Após a sessão, às 21h, há um debate de 15 minutos com Paulo Teixeira, intitulado "Toni Venturi: um cineasta do seu tempo", seguido de um coquetel de abertura no foyer.

Memória da ditadura e trajetória de Prestes

Na quarta-feira, 28 de outubro, o foco é a política e a memória histórica. Às 16h, é exibido Cabra Cega (2006), uma ficção que retrata a luta armada nos anos de chumbo. Em seguida, às 17h50, ocorre o debate "O Processo de Criação na Construção da Ficção", mediado por Marcelo Lira, com a participação de Débora Duboc e Léo Medeiros. Às 19h, o público assiste a O Velho, A História de Luís Carlos Prestes (1996), o primeiro longa de Venturi, que conta a vida do "Cavaleiro da Esperança". O dia termina às 20h50 com o debate "Onde Estamos Para Onde Vamos", com a participação de Zé Dirceu e Nunzio Briguglio.

Educação e resistência estudantil

Em 29 de outubro, quinta-feira, a programação aborda a educação. No Auditório MIS, às 16h, é exibido o documentário Paulo Freire - Contemporâneo (2007), que discute a atualidade das ideias do educador. O debate seguinte, às 17h, trata da "Atualidade da Pedagogia do Oprimido", com a professora Antonia Terra de Calazans Fernandes. Às 19h15, no Auditório LABMIS, roda Vocacional: Uma Aventura Humana (2012), que conta a história dos Ginásios Vocacionais criados nos anos 1960. O debate "A Educação Como Ferramenta Libertadora", às 20h30, conta com Daniel Chiozzini e a Ministra Macaé Evaristo.

Testemunhos da resistência e vida da Rita Cadillac

A sexta-feira, 30 de outubro, começa às 16h no LABMIS com No Olho do Furacão (2003), documentário que reúne quatro ex-militantes que relembram a luta contra a ditadura. O debate "Memória e Testemunho de Uma Geração", às 17h, tem a presença de Hidalgo Romero, Maria Cristina Ocariz e Vera Paiva. No Auditório MIS, às 19h30, é exibido Rita Cadillac: A Lady do Povo (2007), um retrato da sex symbol dos anos 80. O debate encerra o dia às 21h, com Rita Cadillac e Drauzio Varella, mediado por Débora Duboc.

Luta por moradia e sátira religiosa

No sábado, 31 de outubro, as sessões começam às 15h no LABMIS com Dia de Festa (2006), sobre quatro mulheres negras que lideram ocupações de prédios abandonados em São Paulo. O debate "Quem Não Luta, Tá Morto", às 16h30, traz Nabil Bonduki e Carmen Silva. Às 18h, volta para o Auditório MIS com a ficção Estamos Juntos (2011), sobre a vida de uma jovem médica em uma comunidade de sem-teto. O debate "O Real Na Construção Da Ficção", às 19h35, conta com Tata Amaral e Lina Chamie. No domingo, 1º de novembro, a mostra se encerra com A Comédia Divina (2018) e Dentro da Minha Pele (2020), explorando temas de fé, racismo estrutural e democracia racial, com debates que envolvem Cesar Sartorelli, Val Gomes e Neon Cunha.