26 de outubro de 2026

??ºC Tempo São Paulo - SP São Paulo - SP
??ºC Tempo Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro - RJ
??ºC Tempo Salvador - BA Salvador - BA

Como funcionam os terremotos e por que alguns são tão perigosos

Geral Terremoto 26/10/2026 08:25 CNN Brasil cnnbrasil.com.br

Entenda a ciência por trás dos abalos sísmicos, os tipos de falhas geológicas e como a prevenção pode salvar vidas. O texto explica desde a origem dos tremores até os maiores da história, como os do Chile e da Síria.

Milhares de terremotos acontecem todos os dias pelo mundo inteiro, mas a maioria é fraca e as pessoas nem percebem. Cerca de 80% desses tremores ficam concentrados no Anel de Fogo, uma região ao redor do Oceano Pacífico onde grandes placas da crova terrestre se chocam ou deslizam umas sobre as outras.

Quando a força do atrito impede que as rochas se movam devagar, uma pressão enorme se acumula. No final, essa pressão explode de uma vez, criando ondas sísmicas que viajam por centenas de quilômetros dentro da Terra.

  • Cerca de 80% dos terremotos no mundo ocorrem no "Anel de Fogo", ao redor do Pacífico.
  • O maior terremoto da história teve magnitude 9,5 no Chile, em 1960.
  • Terremotos de magnitude 8 ou mais causam, em média, 10 mil mortes por ano.
  • Construções resistentes e planos de emergência reduzem drasticamente o número de vítimas.
  • O tremor recente na Síria e Turquia, em 2023, teve magnitude 7,8.

De vez em quando, ocorre um terremoto muito forte. Um exemplo é o tremor de magnitude 7,8 que atingiu a Síria e o sul da Turquia em 6 de fevereiro de 2023. Outro caso grave foi o de Marrocos, em setembro de 2024, com magnitude 6,8, considerado por cientistas um dos mais mortais desta década.

Falhas geológicas e escalas de magnitude

O modo como o tremor se comporta depende do tipo de estrutura geológica. Nas chamadas "falhas normais", o solo desce ou sobe na vertical. Já nas "falhas de deslizamento", como a famosa Falha de San Andreas, na Califórnia, os blocos de rocha se movem horizontalmente, raspando um no outro.

Os cientistas medem a força dos sismos usando escalas de magnitude. Abalos entre 3 e 4,9 são considerados leves. Eventos acima de 8 são muito intensos. O maior já registrado na história aconteceu em Valdívia, no Chile, em 1960, com magnitude 9,5. Esse terremoto matou mais de 1,6 mil pessoas e gerou tsunamis que varreram o oceano Pacífico.

Danos, prevenção e importância da preparação

Em média, acontece ao menos um terremoto de magnitude 8 no planeta todos os anos. Esse tipo de evento causa, em média, cerca de 10 mil mortes anualmente. Recentemente, em 2 de abril de 2024, Taiwan sofreu um tremor de magnitude 7,4 na escala Richter. O abalo foi sentido na cidade de Hualien e estava a cerca de 150 quilômetros da capital, Taipei, conforme informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

A maior parte das mortes acontece porque os prédios desabam. No entanto, a destruição costuma piorar por causa de deslizamentos de terra, incêndios, inundações ou tsunamis. Além disso, os tremores secundários que acontecem nos dias seguintes a um grande abalo dificultam os trabalhos de resgate e podem causar ainda mais mortes e danos.

Diante dessas ameaças, especialistas reforçam que muitas vidas podem ser salvas por meio do planejamento de emergência, da conscientização da população e da construção de edifícios projetados especificamente para aguentar a sacudida sem desabar.