Especialista explica que a qualidade da luz durante os estudos afeta o sono, a memória e a concentração dos alunos na reta final da prova.
Com a prova do Enem marcada para os dias 8 e 15 de novembro, muitos estudantes estão em plena fase de preparação. Nesta reta final, além de cronogramas de revisão, simulados e técnicas de estudo, existe um fator frequentemente ignorado que pode influenciar diretamente o desempenho dos candidatos: a iluminação do ambiente.
Especialistas alertam que a qualidade da luz no local de estudos influencia diretamente a concentração, a memória e o resultado final dos estudantes.
- A luz artificial errada pode atrapalhar a produção de hormônios do sono.
- Estudos mostram que ambientes bem iluminados favorecem a aprendizagem.
- Luz branca (acima de 4.000K) é ideal para leitura e exercícios.
- Luz amarelada (3.000K) deve ser usada antes de dormir.
- Respeitar o horário de descanso é vital para consolidar a memória.
O impacto da luz na saúde e no cérebro
Estudos da UEM - Universidade Estadual de Maringá, sobre ambientes educacionais apontam que a iluminação natural contribui para o conforto visual, o bem-estar e o desempenho acadêmico, criando condições mais favoráveis para a aprendizagem. A especialista em iluminação saudável Adriana Tedesco explica que a influência da luz vai muito além da simples visibilidade.
A luz elétrica dos ambientes de estudo influencia diretamente nos processos de habilidades de memória e pensamentos. Portanto, é crucial considerar a iluminação ao planejar sua rotina de estudos, explica a profissional.
A iluminação está diretamente relacionada ao funcionamento do relógio biológico. Quando utilizada de forma inadequada, especialmente durante a noite, ela pode comprometer a qualidade do sono e, consequentemente, a capacidade de aprendizado no dia seguinte.
Uma noite mal iluminada, seja em termos de intensidade ou temperatura de cor, prejudicará a síntese da melatonina. E uma queda na produção desse hormônio durante a noite afetará a produção de cortisol no dia seguinte, o que, por sua vez, impactará a capacidade de aprendizado, alerta Adriana.
Temperatura de cor: branca ou amarela
Outro aspecto importante é a escolha da temperatura de cor da iluminação artificial. Para atividades que exigem atenção e concentração, como leitura, resolução de exercícios e revisões para o Enem, a recomendação é utilizar luzes com temperatura acima de 4.000 Kelvin, classificadas como luz branca.
No período noturno, especialmente próximo ao horário de dormir, a orientação é reduzir gradualmente essa intensidade luminosa e optar por temperaturas mais quentes, em torno de 3.000 Kelvin. Essa mudança favorece os processos biológicos relacionados ao descanso e à consolidação da memória.
Dicas para estudar à noite com segurança
Para os estudantes que não têm alternativa além de estudar à noite, Adriana recomenda manter a iluminação em aproximadamente 4.000 Kelvin durante a atividade, mas sem prolongar excessivamente as horas de estudo. É importante respeitar os horários de descanso para não comprometer os mecanismos naturais responsáveis pela consolidação da memória.
Adriana Tedesco iniciou sua trajetória na arte e no design desde a infância. Aos 18 anos, formou-se em Educação Artística e licenciatura em Artes Cênicas. Ela se aprofundou nos impactos da luz artificial na saúde e no comportamento humano, especializando-se em Lighting Design com foco em neurociência e bem-estar. É pós-graduada em Naturopatia e possui MBA em Neuroarquitetura e Iluminação.
Como especialista em design biofílico, Adriana une diferentes áreas do conhecimento para criar uma metodologia própria na projeção da iluminação nos ambientes construídos.

Iluminação adequada é crucial para o desempenho no Enem


