Especialista em estética explica por que a higienização correta é a base de uma pele saudável, alertando sobre os riscos do excesso de produtos e a importância de respeitar as características de cada tipo de pele.
O excesso de procedimentos estéticos e a proliferação de novos produtos de skincare levaram muitas pessoas a esquecer do cuidado mais básico: a limpeza de pele. Natalia Martins, fundadora do Natalia Beauty Group, explica que esse passo é fundamental para garantir a saúde da pele, remover impurezas acumuladas e manter o equilíbrio natural da pele, além de servir como complemento para o resto da rotina de beleza.
- A limpeza de pele é a base para qualquer outro tratamento facial.
- O acúmulo de maquiagem, protetor solar e poluição pode obstruir os poros.
- A frequência ideal varia entre 30 e 60 dias, mas depende do tipo de pele.
- O excesso de produtos e ácidos pode sensibilizar a pele e quebrar a barreira cutânea.
- O protocolo deve ser individualizado para evitar desconfortos.
A base do cuidado facial
Nos últimos anos, a rotina de cuidados faciais ganhou novos métodos, etapas e produtos. Fórmulas com diferentes ativos, protocolos tecnológicos e tratamentos estéticos passaram a fazer parte da busca por uma aparência mais uniforme, hidratada e saudável. Porém, antes de investir em novas estratégias, a limpeza de pele é um cuidado básico e indispensável que continua sendo importante.
A limpeza de pele muitas vezes acaba sendo deixada de lado, porque as pessoas estão focadas em novidades e tecnologias. Mas, uma pele saudável precisa primeiro estar limpa e equilibrada. Não adianta investir em diferentes procedimentos ou em um skincare com várias etapas se a base do cuidado não está sendo feita da forma correta, explica Natalia Martins.
Por que a pele acumula impurezas
Mesmo com a higienização diária durante o banho, o rosto está constantemente exposto a fatores que favorecem o acúmulo de resíduos. Protetor solar, maquiagem, poluição, oleosidade natural, suor e células que se desprendem da superfície fazem parte da rotina e podem permanecer quando a remoção não é suficiente. Com o tempo, essa concentração de impurezas pode contribuir para a obstrução dos poros, aumento da oleosidade, surgimento de acne e alteração da aparência da pele.
A limpeza profissional tem como objetivo complementar os cuidados realizados em casa, promovendo uma higienização mais completa. O protocolo pode incluir etapas como preparação, esfoliação e extração de impurezas, quando indicada pelo profissional. Além de auxiliar na retirada de resíduos, a técnica contribui para melhorar a textura, a aparência dos poros e a sensação de renovação do rosto.
Respeito à individualidade da pele
O objetivo não é retirar toda a oleosidade ou gerar sensibilidade. Precisamos respeitar o funcionamento natural da pele, remover o que está acumulado e devolver equilíbrio. Cada pessoa tem uma característica diferente e o protocolo precisa acompanhar essa individualidade, destaca a profissional.
Esse protocolo pode ser realizado em diferentes tipos de pele, desde que seja adaptada às características de cada pessoa. Peles oleosas, por exemplo, costumam apresentar maior produção de sebo e podem ter maior tendência ao acúmulo nos poros. Já peles secas, maduras ou sensíveis precisam de produtos e técnicas adequados para evitar desconforto e alterações na barreira de proteção natural.
Frequência e riscos do excesso
A frequência também depende das condições de cada rosto. Embora intervalos entre 30 e 60 dias sejam utilizados como referência em muitos procedimentos estéticos, a necessidade varia conforme a rotina de cuidados, uso de maquiagem e protetor solar, produção de oleosidade, exposição à poluição e sensibilidade. A avaliação profissional ajuda a definir o momento adequado para repetir a sessão.
Outro ponto de atenção está no excesso de cuidados. A combinação de muitos produtos, ácidos, esfoliações frequentes e tentativas de manter a pele constantemente limpa pode provocar sensibilidade e comprometer a barreira cutânea. Uma rotina eficiente não significa retirar tudo da superfície, mas preservar o funcionamento natural do rosto e oferecer os cuidados adequados para cada fase.
Cuidar da pele não é fazer o maior número de procedimentos possível. É entender o que ela precisa em cada momento. A limpeza de pele faz parte dessa construção porque ajuda a manter uma base saudável para que outros tratamentos sejam realizados de forma consciente e individualizada, finaliza a especialista.

Divulgação


