Estudo da USP mostra que atividades de estimulação cognitiva melhoram a memória e o raciocínio de pessoas idosas, contribuindo para uma vida mais autônoma e de qualidade, além de ajudar a prevenir o declínio mental.
No mês de outubro, é celebrado o Dia Nacional da Pessoa Idosa. Esta data serve para destacar a importância da saúde e do bem-estar dos idosos, um grupo que tem crescido significativamente no Brasil. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, a proporção de pessoas idosas na população subiu de 11,3% para 16,6%.
Para envelhecer de forma saudável, não basta apenas aumentar a expectativa de vida. O essencial é garantir que esses anos sejam vividos com autonomia, independência, participação social plena e com a capacidade de tomar decisões sobre a própria trajetória de vida.
- O Brasil está envelhecendo rápido, com a parcela de idosos crescendo de 11,3% para 16,6%.
- Envelhecer com saúde exige autonomia e independência, não apenas longevidade.
- Um estudo da USP com 207 idosos mostrou melhora na memória e raciocínio após 18 meses de treino mental.
- A estimulação cognitiva ajuda em tarefas do dia a dia, como finanças e organização.
- Manter o cérebro ativo é investir na qualidade de vida e na participação social.
A importância do cérebro ativo no dia a dia
Erica Oliveira, especialista em estimulação cognitiva e franqueada do método Supera, explica que o cérebro participa de quase todas as atividades rotineiras. Isso inclui lembrar de compromissos, organizar a casa, cuidar das finanças, aprender novas habilidades e resolver problemas inesperados. Nesse contexto, a estimulação cognitiva desempenha um papel fundamental para manter essas funções em dia.
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), validado pelo método Supera, traz dados importantes. A pesquisa contou com 207 participantes idosos, que realizaram 72 sessões semanais ao longo de 18 meses. O resultado mostrou melhoras significativas na memória, nas funções executivas, na cognição geral e na autoavaliação do próprio funcionamento mental, quando comparado a grupos que não passaram pelo treinamento.
Esses resultados reforçam a necessidade de oferecer oportunidades contínuas de aprendizado e estimulação durante o envelhecimento. Erica Oliveira destaca que o objetivo não é apenas acertar exercícios ou melhorar pontuações em jogos. O foco é desenvolver habilidades que fazem diferença na vida real, como atenção, memória, raciocínio, planejamento, flexibilidade mental e capacidade de decisão.
Qualidade de vida e participação social
A longevidade deve ser medida não apenas pelo número de anos de vida, mas pela qualidade que se consegue manter ao longo desse tempo. Estimular o cérebro é uma forma de investir na autoconfiança, na saúde mental e na possibilidade de continuar participando ativamente da sociedade, preservando a dignidade e o bem-estar do idoso.

Foto/Crédito: Divulgação Supera


