A Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul abriu inscrições para dois editais que totalizam R$ 19,6 milhões para apoiar a produção e distribuição de longas-metragens. Os recursos visam fortalecer a indústria audiovisual local através de parcerias federais e estaduais.
Estão abertas as inscrições para os Editais 43/2026 e 44/2026, focados na comercialização, produção e complementação de longas-metragens. Publicados no Diário Oficial do Estado em 16 de outubro, os certames são promovidos pela Secretaria da Cultura (Sedac) em parceria com o Instituto Estadual de Cinema (Iecine) e o Fundo de Apoio à Cultura (FAC), totalizando um investimento de R$ 19,6 milhões no setor audiovisual gaúcho. Os interessados devem se inscrever até as 16h59 do dia 14 de janeiro de 2027, pelo portal Pró-Cultura.
O Edital 43 destina R$ 1 milhão para distribuir quatro filmes nacionais independentes. Cada projeto receberá R$ 250 mil para levar obras de ficção, animação ou documentário às salas de cinema. Apenas pessoas jurídicas brasileiras independentes, regularizadas no Cadastro Estadual de Produtor Cultural (CEPC) da Sedac, podem participar.
- Investimento total: R$ 19,6 milhões divididos em dois editais principais.
- Prazo de inscrição: até 14 de janeiro de 2027.
- Objetivo: Apoiar a criação e a exibição comercial de filmes no Rio Grande do Sul.
- Beneficiados: Produtores independentes registrados na Ancine e no CEPC.
- Parceria: Recursos somados de fundos estaduais e federais (FSA).
Distribuição e produção de filmes
Detalhamento dos recursos por projeto
O Edital 44 é o de maior porte, com R$ 18,6 milhões para 12 projetos. Ele se divide em três linhas de financiamento: a primeira banca a produção de quatro filmes de ficção ou animação, oferecendo R$ 2,94 milhões por projeto; a segunda financia quatro longas de ficção, documentário ou animação, com R$ 1,46 milhão cada; a terceira linha apoia a complementação de quatro filmes que já possuem parte do orçamento, com aporte de R$ 250 mil.
Para concorrer ao Edital 44, as empresas devem ser pessoas jurídicas com fins lucrativos, exceto o Microempreendedor Individual (MEI). É obrigatório o registro regular na Agência Nacional do Cinema (Ancine) como produtora brasileira independente e no CEPC. Essa estrutura busca garantir que os recursos cheguem a quem realmente atua na produção cinematográfica.
Parceria público-privada
Força da rede de fomento audiovisual
Os certames nascem de um coinvestimento com o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), parte da política federal Arranjos Regionais. Essa colaboração marca mais uma etapa no fortalecimento do cinema gaúcho, articulada pela Sedac junto à Ancine e ao Ministério da Cultura (MinC). O acordo global prevê R$ 24,5 milhões para a cadeia produtiva, sendo R$ 19,6 milhões do FSA e R$ 4,9 milhões de contrapartida estadual via FAC.
A liberação desses recursos completa a estratégia iniciada com outros três editais anteriores, que focaram em pesquisa, preservação, exibição e formação de público. A continuidade dos investimentos mostra um planejamento de longo prazo para diversificar as etapas da produção cinematográfica.
Resposta aos desafios recentes
Novos aportes após a crise climática
Além do Arranjo Regional, a Sedac aprovou junto ao FSA uma linha especial para recuperar o setor após os danos da enchente de 2024 no Rio Grande do Sul. Esta iniciativa injeta R$ 30 milhões do fundo federal e R$ 7,7 milhões de contrapartida estadual, somando R$ 37,7 milhões em novos investimentos. Esses recursos serão distribuídos por futuras chamadas públicas vinculadas ao Arranjo Projeto Específico RS.
Com a soma dos dois arranjos (Regional e Específico), o total da parceria entre o governo estadual, a Ancine e o MinC atinge R$ 62,2 milhões. Esse volume posiciona o Rio Grande do Sul como protagonista no fomento nacional, consolidando uma das maiores estratégias de investimento estruturado para o cinema no país.

Cenas de bastidores de produção cinematográfica


