No Dia Internacional da Menopausa, especialista alerta que insônia, ganho de peso e esquecimento são sinais iniciais que muitas mulheres ignoram, confundindo com estresse comum.
No Dia Internacional da Menopausa, celebrado em 18 de outubro, o alerta é para mudanças que vão muito além dos fogachos e podem começar até dez anos antes da menopausa. Insônia, cansaço persistente, dificuldade para emagrecer, lapsos de memória e alterações de humor estão entre os sinais que muitas mulheres ainda confundem com estresse ou envelhecimento.
O Dr. Joaquim Menezes, médico e fundador do Instituto Evollution, explica como as oscilações hormonais podem impactar diferentes aspectos da saúde feminina e por que reconhecer esses sinais precocemente é importante para um acompanhamento individualizado.
- Muitas mulheres ignoram sinais iniciais como insônia e ganho de peso, achando que é apenas estresse.
- As mudanças hormonais podem começar até 10 anos antes do fim da menstruação.
- Estudo nos EUA mostra que 34% das mulheres não sabem em que fase reprodutiva estão.
- A queda do estrogênio afeta sono, memória, coração, ossos e humor.
- Não existe tratamento único; cada caso exige avaliação individualizada.
Alerta para sinais ocultos da transição hormonal
São Paulo, outubro de 2026. Insônia, cansaço persistente, dificuldade para emagrecer, aumento da gordura abdominal, irritabilidade, perda de libido, lapsos de memória e a sensação de névoa mental. No Dia Internacional da Menopausa, celebrado em 18 de outubro, o alerta dos especialistas é para que essa fase da vida feminina seja compreendida para além dos sintomas mais conhecidos, como as ondas de calor e a interrupção da menstruação.
As transformações podem envolver metabolismo, composição corporal, sono, cognição, saúde cardiovascular e óssea, pele, libido, humor e bem-estar. E muitas delas começam antes mesmo da menopausa propriamente dita, durante a perimenopausa.
Diagnóstico precoce evita sofrimento
Segundo o Dr. Joaquim Menezes, médico e fundador do Instituto Evollution, especializado em longevidade, emagrecimento, performance e saúde hormonal, essa transição pode começar até uma década antes da menopausa e frequentemente passa despercebida porque os sinais aparecem de maneira gradual e fragmentada.
Quando falamos em menopausa, muita gente ainda pensa apenas em fogachos e no fim da menstruação. Mas a transição hormonal pode começar anos antes e repercutir em diferentes sistemas do organismo. A mulher pode perceber que está dormindo pior, acumulando mais gordura abdominal, perdendo massa muscular, tendo dificuldade de concentração ou mudanças de humor e libido sem relacionar esses sinais entre si, explica.
Um estudo publicado na revista Menopause, realizado com mais de 7.600 mulheres nos Estados Unidos, ajuda a dimensionar esse desconhecimento: 34% das participantes não tinham certeza sobre seu estágio reprodutivo, índice que chegou a 42% entre aquelas de 40 a 44 anos.
Impactos do estrogênio no corpo
O estrogênio participa de processos relacionados ao sono, cognição, metabolismo, saúde cardiovascular, integridade óssea, produção de colágeno e modulação de neurotransmissores ligados ao humor e ao bem-estar. Por isso, suas oscilações podem produzir manifestações aparentemente desconectadas.
Para Dr. Joaquim, essa visão mais ampla também é importante para evitar que a mulher passe anos lidando separadamente com diferentes queixas sem uma avaliação que considere a transição hormonal.
Não é raro a paciente procurar ajuda para controlar o peso, dormir melhor ou recuperar energia e descobrir, durante a avaliação, que existem outras mudanças acontecendo simultaneamente. A menopausa exige um olhar integral. Metabolismo, massa muscular, sono, alimentação, atividade física e saúde emocional estão interligados e precisam ser considerados dentro da realidade de cada mulher, afirma.
Um dos pontos que merecem atenção é a composição corporal. Durante essa fase, alterações metabólicas podem estar associadas a mudanças na distribuição da gordura corporal, enquanto a preservação da massa muscular ganha ainda mais importância. Por isso, alimentação adequada, atividade física, sono e acompanhamento individualizado tornam-se componentes relevantes de uma estratégia voltada à saúde e à longevidade. Essa abordagem mais ampla também é um dos focos sugeridos pelo Instituto Evollution para discutir a data.
Importância da individualidade no tratamento
Outro ponto destacado pelo especialista é que não existe uma estratégia que sirva igualmente para todas as mulheres. Histórico clínico, exames laboratoriais, fatores de risco, sintomas e objetivos individuais devem fazer parte da avaliação antes da definição de qualquer tratamento.
Nesse contexto, a chamada janela de oportunidade também merece atenção. O conceito se refere ao período em que determinados tecidos ainda apresentam resposta mais favorável aos hormônios nos primeiros anos após o início da queda hormonal. A identificação dos sintomas e a avaliação individualizada podem, portanto, ter impacto importante na qualidade de vida e na prevenção de problemas futuros.
Menopausa não deve ser sinônimo de perda inevitável de qualidade de vida. O Dia Internacional da Menopausa é uma oportunidade para ampliar essa conversa e, principalmente, para mostrar às mulheres que informação e acompanhamento adequado fazem diferença. Quanto mais cedo entendemos o que está acontecendo no organismo, melhores são as condições para construir uma estratégia individualizada para atravessar essa fase com saúde, disposição e qualidade de vida, conclui Dr. Joaquim.

Perimenopausa_Imagem gerada por IA (ChatGPT)


