13 de outubro de 2026

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Coágulos no sangue matam e hospitalizam milhares no Brasil; saiba como evitar

Geral Saude 13/10/2026 17:17 Assessoria de Imprensa BPM - CSE São Paulo SP

Em alusão ao Dia Mundial da Trombose, o Ministério da Saúde revela que mais de 1 milhão de atendimentos foram realizados no SUS entre 2025 e 2026. A condição pode evoluir para embolia pulmonar, e a prevenção passa por movimento, hidratação e avaliação médica, especialmente para quem viaja ou usa anticoncepcionais.

O Dia Mundial da Trombose, celebrado em 13 de outubro, chama a atenção para a necessidade de prevenir a formação de coágulos no sangue. Essa condição impede a circulação normal e pode levar a graves problemas, como a embolia pulmonar, que é quando um pedaço do coágulo vai para o pulmão.

Os dados do Ministério da Saúde são alarmantes: em 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 644.327 atendimentos ambulatoriais por trombose. Somente de janeiro a julho de 2026, já foram contabilizados outros 352.411 casos. É importante notar que esses números referem-se a atendimentos e não a pacientes únicos, pois a mesma pessoa pode ir ao médico diversas vezes.

  • Em 2025, o SUS registrou 10.291 internações; de janeiro a julho de 2026, foram mais 5.329.
  • A trombose venosa profunda (TVP) afeta as veias das pernas, causando inchaço, dor e vermelhidão.
  • A complicação mais perigosa é a embolia pulmonar, que causa falta de ar súbita e dor no peito.
  • O diagnóstico usa exames de sangue (como o D-dímero) e ultrassom.
  • Evitar ficar parado por muito tempo é a principal forma de prevenção.

Sinais de alerta e riscos de complicações

A trombose acontece quando um coágulo se forma dentro de um vaso sanguíneo. Quando isso ocorre nas veias profundas das pernas, é chamado de trombose venosa profunda (TVP). Os sinais mais comuns incluem inchaço em uma perna, dor, sensação de calor e vermelhidão na área afetada. Porém, em alguns casos, a doença pode se manifestar sem sintomas claros.

O perigo aumenta quando esse coágulo se solta e vai para os pulmões, causando o tromboembolismo pulmonar (TEP). Nesse cenário, o paciente pode sentir falta de ar de repente, dor no peito, coração acelerado e até tossir sangue. Nos casos mais graves, pode levar à parada cardíaca ou respiratória.

Como os médicos identificam a doença

Para diagnosticar, o médico avalia o histórico do paciente e os fatores de risco. Exames laboratoriais, como a análise do D-dímero, ajudam a confirmar ou descartar a suspeita. O D-dímero é um marcador que indica se há coágulos se formando ou se desfazendo. Além disso, o ultrassom Doppler venoso é essencial para visualizar o fluxo sanguíneo e identificar coágulos nas veias.

Dr. Tiago Silva, diretor médico da Werfen Brasil, explica: "A investigação da trombose precisa levar em conta o quadro clínico de cada paciente, já que os sintomas podem variar e nem sempre são evidentes. Os exames laboratoriais, como o D-dímero, e os exames de imagem ajudam a esclarecer a suspeita e orientam a conduta médica. Quando esses recursos são utilizados de forma adequada, é possível agilizar a tomada de decisão e iniciar o tratamento no momento indicado, reduzindo o risco de complicações".

Investigação de casos complexos

Em situações específicas, como trombose recorrente, pacientes muito jovens ou coágulos em locais incomuns, o médico pode investigar causas hereditárias. Isso inclui a pesquisa de trombofilias, que são condições genéticas que fazem o sangue coagular com mais facilidade.

Esses testes verificam proteínas como a proteína C, proteína S e antitrombina, além de mutações específicas, como a do fator V de Leiden. A decisão de fazer esses exames depende sempre do quadro clínico individual.

Prevenção e tratamento

Prevenir a trombose envolve hábitos saudáveis. É fundamental evitar longos períodos parado, caminhar regularmente, praticar esportes e beber bastante água. Para quem tem fatores de risco, como obesidade, câncer, cirurgias recentes ou histórico familiar, o uso de meias de compressão e anticoagulantes pode ser necessário, sob prescrição médica.

O tratamento varia conforme a gravidade. Geralmente, usam-se anticoagulantes para impedir que o coágulo cresça. Em casos urgentes, podem ser utilizados medicamentos para dissolver o coágulo (trombólise) ou procedimentos cirúrgicos. O SUS oferece assistência completa, incluindo, em casos específicos, a colocação de um filtro na veia cava para impedir que coágulos cheguem aos pulmões.

Cuidados em viagens e uso de anticoncepcionais

Viagens longas de avião, carro ou ônibus aumentam o risco porque a imobilidade reduz a circulação nas pernas. Por isso, é recomendável levantar-se para caminhar e fazer movimentos simples com os pés e pernas durante o trajeto. Pessoas com risco aumentado devem consultar um médico antes de viajar.

O uso de anticoncepcionais hormonais combinados (com estrogênio) também eleva o risco de trombose. O risco é maior se a mulher fuma, é obesa ou tem histórico na família. Isso não significa que todas terão problemas, mas reforça a importância de escolher o método contraceptivo com orientação médica.

Campanha de conscientização em São Paulo

Em 16 de outubro, a Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH), em parceria com o Hemocenter da Unicamp, realiza uma ação na Avenida Paulista, em São Paulo, das 10h às 14h. O evento, na entrada do prédio da FIESP, oferecerá avaliação de risco, orientação médica e material educativo, alinhado ao lema global "Mova-se contra a trombose".