12 de outubro de 2026

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Por que a banalização da estética aumenta riscos de complicações

Geral Estética 12/10/2026 16:19 Débora Venturini / Agência CSE360

Especialista alerta para o crescimento de 41% nas queixas contra médicos estéticos no Brasil, destacando que a tecnologia não substitui a formação profissional e o diagnóstico correto.

O Brasil vive um período de grande aumento na procura por procedimentos estéticos, mas isso tem vindo acompanhado de mais problemas para os pacientes. Dados oficiais mostram que as investigações abertas pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) subiram de 2.830 casos em 2023 para 4.002 casos em 2025. Isso representa um salto de cerca de 41% em apenas dois anos. A situação preocupa especialistas, especialmente porque muitos procedimentos invasivos estão sendo realizados por pessoas sem a qualificação necessária.

Riscos da tecnologia sem preparo

  • O número de queixas contra médicos estéticos aumentou 41% em dois anos no Brasil.
  • 89% dos participantes de uma pesquisa disseram ser influenciados por fotos no Instagram.
  • A tecnologia é precisa, mas não substitui o conhecimento anatómico e o julgamento médico.
  • Profissionais sem formação adequada colocam a vida do paciente em risco.
  • O desejo de mudar a aparência não deve levar a uma cirurgia inadequada.
O cenário força uma discussão urgente: se a tecnologia de estética avançou tanto, por que os problemas também aumentaram Embora os equipamentos permitam tratamentos mais personalizados e precisos, eles não dispensam o diagnóstico correto, a indicação adequada, o conhecimento profundo da anatomia e o acompanhamento pós-operatório. A questão central é definir onde termina a inovação segura e onde começa o perigo, num mercado movido pelas redes sociais, pela promessa de resultados rápidos e pela visão equivocada de que procedimentos invasivos são simples.

O papel do médico no processo

Uma pesquisa publicada na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica revelou que 89% dos entrevistados afirmaram que fotos e vídeos de resultados no Instagram influenciam sua decisão sobre cirurgias plásticas. Diante disso, o Dr. Caio Esper, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, reforça a importância do aconselhamento profissional. Ele destaca que nem todo desejo de mudança deve resultar em uma cirurgia. Às vezes, o papel mais importante do médico é explicar que aquele resultado não é possível ou que aquele procedimento não vai resolver o que o paciente imagina. A clínica do especialista trabalha com novas tecnologias para a realização de facelift, lipoaspiração, vaser, mamoplastia e blefaroplastia, entre outros procedimentos, focando na segurança e nos critérios técnicos que devem orientar qualquer intervenção estética.