10 de outubro de 2026

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Justiça proíbe de novo a plataforma de apostas Stake no Brasil

Geral Bets 10/10/2026 08:12 Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br Brasília DF

O tribunal federal de São Paulo (TRF3) cassou a autorização temporária que permitia o funcionamento da plataforma de apostas Stake Brasil, garantindo que a proibição total do jogo online prevista na nova lei seja aplicada a todas as empresas.

A Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou nesta sexta-feira (9) que a segunda instância da Justiça Federal anulou a ordem judicial que permitia a operação da plataforma de apostas online Stake Brasil.

A decisão foi tomada pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), desembargador Johonsom Di Salvo, após um recurso apresentado pela AGU.

  • O tribunal federal de São Paulo (TRF3) derrubou a permissão temporária para a Stake operar.
  • A medida garante que a lei proíba todos os sites de apostas, sem exceções.
  • Associações do setor já questionam a validade da proibição no Supremo Tribunal Federal (STF).
  • O ministro Luiz Fux é o responsável por analisar o caso no STF.
  • Bancos já começaram a devolver cerca de R$ 1,3 bilhão aos apostadores.

Tribunal veta exceção regulatória

A operadora de apostas havia obtido uma liminar para manter suas atividades até 25 de outubro, mesmo após a publicação de uma medida provisória que banou o acesso dos consumidores às casas de apostas (bets).

Para o magistrado, permitir que apenas uma empresa continue funcionando enquanto as outras são obrigadas a parar compromete a política pública de proibição das apostas eletrônicas.

A circunstância de apenas uma empresa permanecer autorizada a exercer regularmente a atividade econômica enquanto as demais se submetem às restrições estabelecidas pelo Poder Público evidencia assimetria regulatória apta a afetar a execução da política pública implementada, afirmou.

Setor questiona lei no STF

A legalidade da medida provisória que vetou as bets é discutida no Supremo Tribunal Federal (STF) pelas entidades que representam as empresas do ramo.

Na semana anterior, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) solicitaram a anulação da norma que proibiu a exploração e a publicidade dos jogos online.

Os processos estão sob a relatoria do ministro Luiz Fux.