08 de outubro de 2026

??ºC Tempo São Paulo - SP São Paulo - SP
??ºC Tempo Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro - RJ
??ºC Tempo Salvador - BA Salvador - BA

Brincar com pets ajuda na inteligência e empatia das crianças, diz estudo

Geral Infância 08/10/2026 15:33 Assessoria de Imprensa Mars Pet Nutrition São Paulo SP

Pesquisa do Instituto WALTHAM, apoiado pela Mars, revela que crianças que convivem com animais de estimação podem desenvolver melhor a linguagem e habilidades sociais, como compartilhar e cooperar, desde que com supervisão de adultos.

Dia das Crianças: convivência com pets pode criar oportunidades para ensinar cuidado, empatia e comunicação

Pesquisa realizada pelo Instituto WALTHAM identificou associações entre a convivência com animais e aspectos do desenvolvimento infantil

Impacto da convivência com animais

São Paulo, 8 de outubro de 2026 - Para muitas crianças, ter um animal de estimação significa ganhar um companheiro para brincar, conversar e dividir a rotina. Contudo, a convivência com um pet também pode criar situações cotidianas que ajudam os pequenos a desenvolverem habilidades sociais e de comunicação. É o que sugere uma pesquisa apoiada pelo Instituto WALTHAM, centro global de ciência da Mars, empresa líder em nutrição para pets e detentora de marcas como PEDIGREE®, WHISKAS® e ROYAL CANIN®.

  • Estudo publicado na revista BMC Pediatrics encontrou associações positivas no desenvolvimento infantil.
  • Crianças de 5 anos mostraram melhor desempenho na compreensão da linguagem.
  • Crianças de 3 anos associaram a convivência com comportamentos pró-sociais, como cooperar.
  • A pesquisa indica associações, mas não causa e efeito direta.
  • A qualidade da interação, com supervisão adulta, é o fator mais importante.

Publicado na revista científica BMC Pediatrics, o estudo encontrou associações entre a convivência com animais de estimação e diferentes aspectos do desenvolvimento infantil. Entre os resultados observados, crianças de cinco anos que conviviam com pets apresentaram melhor desempenho em indicadores relacionados à compreensão da linguagem, enquanto crianças de três anos apresentaram maior associação com comportamentos pró-sociais, como compartilhar e cooperar.

Os pesquisadores destacam que os resultados mostram associações, e não relações de causa e efeito. Ou seja, a pesquisa não permite afirmar que ter um pet, por si só, provoque mudanças no desenvolvimento infantil. Outros aspectos da vida da criança e de sua família também podem influenciar esses resultados. Ainda assim, a pesquisa ajuda a mostrar como as experiências construídas na convivência com os animais podem estar relacionadas a diferentes oportunidades de aprendizado.

O papel da observação e do diálogo

Um animal de estimação faz parte de muitas situações espontâneas da rotina. A criança conversa sobre o que o cachorro está fazendo, tenta entender por que o gato está se escondendo, chama alguém para participar de uma brincadeira ou aprende a reconhecer quando o animal quer espaço. Essas pequenas interações podem criar oportunidades de comunicação, cooperação e atenção às necessidades do outro, explica Jéssica Yoshida, do time de Credibility da Mars Pet Nutrition.

Cinco maneiras de transformar a convivência com o pet em uma oportunidade de aprendizado

De acordo com a pesquisa, algumas situações comuns podem ser aproveitadas pelos adultos para ajudar a criança a observar, se comunicar e participar da convivência de maneira responsável:

1. Incentive a criança a observar o comportamento do animal

A pesquisa identificou uma associação entre a convivência com pets e comportamentos pró-sociais, como compartilhar e cooperar. Na prática, os adultos podem aproveitar situações do cotidiano para estimular a criança a prestar atenção às respostas do animal. Perguntar como você acha que ele está ou o que ele fez para mostrar isso pode transformar uma brincadeira em uma oportunidade de observar e interpretar diferentes formas de comunicação.

2. Converse sobre o que o pet está fazendo

A associação encontrada entre a convivência com animais e a compreensão da linguagem aos cinco anos de idade também ajuda a abrir espaço para interações simples. Conversar com a criança sobre o que o animal está fazendo, nomear comportamentos ou pedir que ela conte para outra pessoa o que aconteceu são formas de transformar a rotina com o pet em uma oportunidade de comunicação.

Apreendendo respeito e limites

3. Mostre que cuidar também é respeitar

A convivência com um animal envolve reconhecer que ele tem necessidades e formas próprias de se comunicar. Se o pet se afasta, se esconde ou demonstra que não quer continuar uma brincadeira, o adulto pode explicar para a criança que aquele comportamento é uma forma de pedir espaço. Dessa maneira, situações cotidianas podem ajudar a apresentar conceitos de cuidado e respeito aos limites do outro.

4. Envolva a criança em pequenas tarefas de cuidado

A pesquisa reforça a importância de olhar para a qualidade da convivência, e não apenas para a presença de um animal em casa. Por isso, dependendo da idade, a criança pode participar de atividades simples e sempre supervisionadas por um adulto, como guardar os brinquedos depois da brincadeira ou acompanhar os cuidados com o pet. Mais do que atribuir responsabilidades ao pequeno, a proposta é ajudá-lo a perceber que a convivência envolve atenção às necessidades de outro ser.

5. Use as brincadeiras como momentos de troca

Brincadeiras supervisionadas também podem criar oportunidades de interação. Em vez de apenas estimular a criança a brincar com o animal, o adulto pode ajudá-la a observar suas reações, esperar sua vez e entender quando é hora de parar. A experiência pode ser especialmente útil para conversar sobre cooperação e respeito aspectos relacionados aos comportamentos pró-sociais observados no estudo.

Supervisão é fundamental

Mais do que ter um pet, importa a qualidade da convivência

Embora os resultados da pesquisa tragam associações positivas em alguns indicadores, os próprios pesquisadores ressaltam a complexidade dessa relação, pois apenas ter um pet não determina o desenvolvimento infantil. Além disso, é preciso que essa interação seja supervisionada.

A relação acontece dentro de uma realidade familiar específica, e cada criança e cada animal têm necessidades diferentes. O mais importante é que essa convivência seja responsável, segura e positiva para os dois, sempre com a supervisão de um adulto. Também importante lembrar que a responsabilidade pelos cuidados com o animal é sempre dos adultos da casa, complementa Jéssica.

Neste Dia das Crianças, a convivência com os pets pode ser vista não apenas como uma fonte de diversão, mas também como uma oportunidade de aprendizado. Em pequenos momentos da rotina, crianças podem desenvolver habilidades importantes enquanto constroem uma relação de cuidado, respeito e afeto com os animais.