07 de outubro de 2026

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BrasilAgro quer comprar terras de produtores em crise

Geral 07/10/2026 07:41 Italo Bertão Filho - AgFeed agfeed.com.br

O CEO da BrasilAgro, André Guillaumon, afirmou que a dificuldade financeira de muitos produtores rurais está criando uma chance para grandes empresas comprarem fazendas a preços mais baixos, expandindo suas operações agrícolas.

André Guillaumon, CEO da BrasilAgro, avalia que o estresse financeiro de produtores rurais está abrindo janela de oportunidade no mercado de terras

A dificuldade de pagamento de dívidas por parte de muitos agricultores tem colocado fazendas à venda por valores menores do que o normal, o que atrai o interesse de grandes corporações do setor, como a BrasilAgro.

  • A crise financeira dos pequenos e médios produtores está barateando o preço das fazendas.
  • A BrasilAgro planeja usar essa situação para ampliar sua área plantada.
  • Grandes empresas veem vantagem em comprar ativos que estavam sendo vendidos com deságio.
  • O movimento de consolidação do agronegócio brasileiro está acelerado.
  • Especialistas alertam que a concentração de terras pode gerar desafios futuros para o mercado.

A busca por expansão da BrasilAgro

De acordo com Guillaumon, a companhia está atenta ao cenário macroeconômico do campo. Com o aumento dos custos de produção e a pressão sobre as margens de lucro, muitos produtores têm recorrido a vendas emergenciais. Para a BrasilAgro, isso representa uma oportunidade estratégica de adquirir propriedades em regiões já consolidadas para a produção de grãos.

O executivo destacou que a empresa possui capital disponível para realizar essas aquisições, aproveitando o momento em que outros agentes, com menos folga no caixa, precisam se desfazer de seus ativos para honrar compromissos bancários.

O impacto no mercado de terras

A entrada de grandes fundos e empresas em leilões e negociações diretas tende a manter os preços das terras agrícolas firmes, mesmo em cenários de recessão agrícola. Esse fenômeno é parte de um processo maior de profissionalização e concentração do agronegócio, no qual poucas grandes operações dominam cada vez mais hectares cultiváveis no país.