Estudo da Omint Saúde revela que programas estruturados de cuidado emocional diminuem drasticamente os índices de estresse, ansiedade e depressão, destacando a importância da parceria entre RH e operadoras de saúde na prevenção de riscos no trabalho.
Programa de saúde emocional reduz níveis de estresse, ansiedade e depressão entre profissionais
Levantamento da Omint Saúde mostra resultados em ações estruturadas em empresas e reforça o papel de RH e operadoras na prevenção dos riscos psicossociais
São Paulo, outubro de 2026 - Profissionais acompanhados por um programa estruturado de saúde mental apresentaram redução nos índices de estresse (97%), ansiedade (64%) e depressão (65%). Os resultados reforçam a importância de ações contínuas de promoção e prevenção no ambiente corporativo, especialmente diante do avanço das discussões sobre os riscos psicossociais relacionados ao trabalho.
Os dados fazem parte de levantamento realizado pela Omint Saúde com empresas-clientes participantes do Programa de Saúde Emocional. A análise também destaca a importância da atuação conjunta entre RH e operadora de saúde para identificar necessidades, orientar os colaboradores e acompanhar sua evolução.
Resumo da Importância do Cuidado
- Redução de 97% nos índices de estresse em funcionários acompanhados.
- Queda de 64% nos níveis de ansiedade reportados pelos colaboradores.
- Diminuição de 65% nos casos de depressão entre os participantes do programa.
- Mudanças de cargo e sobrecarga são os principais fatores de estresse.
- Parceria entre RH e operadoras é chave para a prevenção efetiva.
Entre as situações que mais afetam a saúde mental dos profissionais estão mudanças de cargo, sobrecarga, falta de autonomia e condições de trabalho diferentes das acordadas. Segundo Yara Azevedo Prandi, psiquiatra credenciada da Omint, esses são momentos da trajetória profissional que merecem maior atenção das empresas, principalmente quando não há preparação adequada para a nova realidade ou quando a transição não parte do próprio colaborador.
A entrada no mercado de trabalho e as mudanças de cargo, por exemplo, são momentos que exigem grandes adaptações. A empresa precisa estar atenta a essas situações e também à carga de trabalho, porque a sobrecarga traz sofrimento, explica Prandi.
Além dos períodos de transição, a especialista chama atenção para aspectos relacionados à própria organização do trabalho. Falta de desafios, poucas oportunidades de desenvolvimento e uma percepção de injustiça no ambiente profissional também podem contribuir para o sofrimento emocional quando se tornam recorrentes.
Identificar sinais antes do agravamento
A prevenção também passa pela capacidade de perceber mudanças que podem indicar que um colaborador não está bem. Segundo a especialista, gestores e colegas podem observar alterações persistentes no comportamento, como maior isolamento, irritabilidade, queda de concentração, dificuldade para cumprir atividades que antes eram realizadas normalmente, mudanças no ritmo de trabalho ou demonstrações frequentes de cansaço e tensão.
Esses sinais podem estar associados a diferentes situações e não significam, necessariamente, a presença de um transtorno. No entanto, quando aparecem de forma persistente, podem indicar a necessidade de uma conversa cuidadosa e, eventualmente, de orientação para buscar ajuda profissional.
Outro ponto de atenção é diferenciar o cansaço esperado após um período de esforço da exaustão. Enquanto o primeiro tende a melhorar com descanso, a pessoa em estafa pode não conseguir se recuperar adequadamente, mesmo durante as pausas.
No caso da exaustão, não estamos necessariamente falando de um adoecimento, mas de uma zona de perigo. Nesse momento, é importante avaliar o que levou a pessoa até ali e garantir repouso suficiente para a recuperação, afirma Prandi.
A especialista ressalta ainda que perceber esses sinais antes que o quadro se agrave é fundamental porque, assim como em outras condições de saúde, o tratamento tende a ser mais efetivo quando o problema é identificado precocemente. Nesse sentido, a atuação integrada entre psicólogos, psiquiatras, RH e lideranças pode contribuir para construir uma rede de prevenção, acolhimento e encaminhamento.
Lideranças também precisam estar preparadas
Para que essa rede funcione, os gestores também precisam ser preparados para reconhecer mudanças de comportamento e abordar possíveis situações de sofrimento de maneira adequada. A conversa deve acontecer em um ambiente privado e partir de uma preocupação genuína com a saúde do colaborador, e não de uma cobrança por desempenho.
O gestor pode falar sobre aquilo que percebeu, fazer uma pergunta bem direcionada e, se o funcionário revelar algum tipo de sofrimento, acolher e orientar sobre os recursos disponíveis na empresa, além de aconselhar a busca por suporte médico, explica a psiquiatra.
Para a especialista, canais de escuta e programas de apoio psicológico são importantes, mas precisam fazer parte de uma estratégia mais ampla, que envolva promoção da saúde, formação de lideranças, rodas de conversa e medidas para reduzir fatores de estresse na própria organização do trabalho.
Programas de saúde nas empresas
Diante desse cenário e das recentes atualizações na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), a parceria entre operadora de saúde e o RH torna-se fundamental para transformar a prevenção em uma jornada contínua de cuidado. A partir do rastreamento de saúde, por exemplo, a empresa consegue ampliar a compreensão sobre o perfil de saúde de sua população, enquanto a operadora utiliza essas informações para identificar necessidades e direcionar os colaboradores para a esteira de cuidado mais adequada, com ações específicas de promoção, prevenção e acompanhamento.
Quando RH e operadora trabalham de forma integrada, o cuidado deixa de ser uma ação pontual e passa a ser uma estratégia de gestão da saúde da população. O acesso a dados e a programas direcionados permite identificar necessidades, atuar preventivamente e acompanhar a evolução dos colaboradores, ao mesmo tempo em que oferece à empresa mais inteligência para direcionar seus recursos de saúde, afirma Dr. Marcos Loreto, diretor médico da Omint Saúde.
Entre os mais de 20 programas existentes na Omint Saúde, as empresas podem contar com o Pontual Mente, serviço de acolhimento psicológico on-line para situações pontuais de estresse, tensão e angústia, com sigilo respaldado conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Já o Programa de Saúde Emocional tem como objetivo prevenir transtornos mentais, aliviar o estresse e conscientizar os colaboradores sobre o bem-estar psicológico no ambiente de trabalho.
Omint amplia jornada de cuidado em saúde mental
A atuação preventiva também se complementa pelo acesso ao tratamento especializado. A Omint Saúde ampliou o acesso de seus associados a cuidados em saúde emocional por meio da parceria com o Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental, que oferece uma estrutura multiprofissional para diferentes condições psiquiátricas e tratamentos especializados.
Entre as possibilidades estão terapias com Cetamina e Esketamina para casos de depressão grave resistente, além de Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), Eletroconvulsoterapia e aplicação de medicamentos injetáveis, sempre com indicação médica e acompanhamento especializado. A estrutura também conta com grupos terapêuticos e diferentes linhas de cuidado, ampliando as possibilidades de tratamento de acordo com as necessidades de cada paciente, promovendo assim, uma jornada de cuidado individualizada, contínua e eficaz.

Programa de saúde emocional Omint


