O setor de saneamento básico registrou alta de 20% no número de trabalhadores de janeiro a julho de 2026. A indústria que produz tubos e equipamentos também cresceu 3,9%, sinalizando um forte aquecimento na infraestrutura do país.
O número de pessoas trabalhando em obras de saneamento no Brasil aumentou 20% entre janeiro e julho deste ano, se comparado com o mesmo período do ano passado. Trata-se de um crescimento expressivo que marca uma mudança de ritmo no mercado de trabalho da construção civil.
Os dados foram divulgados por um estudo da Asfamas, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento. A pesquisa utilizou informações oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego para medir a variação da mão de obra no setor.
- A alta de empregos no saneamento foi de 20% nos primeiros sete meses do ano.
- O crescimento superou o desempenho de outros setores da construção, como o de prédios.
- A produção industrial de materiais para saneamento subiu 3,9% no semestre.
- Especialistas apontam que a infraestrutura está ganhando força na economia.
- O foco é ampliar o acesso da população aos serviços básicos de água e esgoto.
A alta no emprego tem impactos diretos na economia local e na atividade industrial. O setor está movimentando mais contratações e compras de materiais do que em outros momentos recentes, evidenciando um ciclo de investimentos contínuos.
Setor se destaca na construção civil
O resultado foi melhor do que o observado em outras partes da cadeia da construção. Setores ligados a prédios residenciais e a projetos de engenharia e arquitetura não registraram o mesmo nível de aquecimento. Isso mostra que o foco atual está claramente na infraestrutura de saneamento.
Edson Silveira Sobrinho, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Asfamas, explicou a situação. Ele disse: O crescimento do emprego nas obras de saneamento é um sinal importante de que a infraestrutura vem ganhando espaço na atividade econômica.
Por outro lado, o executivo notou que as atividades de instalações hidráulicas em edificações seguem num ritmo mais lento. A diferença de desempenho indica que o dinheiro está sendo destinado prioritariamente para obras de infraestrutura, e não para a construção de novos imóveis.
Indústria cresce junto com a construção
A indústria que produz os materiais também acompanhou a expansão positiva. O índice de produção física global da indústria do saneamento cresceu 3,9% em média entre janeiro e junho deste ano, comparado com o mesmo período do ano anterior. Isso significa que as fábricas estão produzindo mais tubos, válvulas e equipamentos.
O indicador foi elaborado pela Ex Ante Consultoria Econômica. Para chegar ao resultado, a consultoria usou dados do IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e da Caixa Econômica Federal. A análise considerou produtos destinados à construção predial, à infraestrutura de saneamento e ao comércio.
Entre os itens que compõem este índice estão tubos e conexões de PVC; tubos de ferro e aço; acessórios plásticos para banheiros; caixas dágua; válvulas e registros. Além disso, a lista inclui outros materiais e equipamentos utilizados na infraestrutura do saneamento, todos com papel fundamental para a instalação dos serviços.

Saneamento básico no Brasil


