28 de setembro de 2026

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Brasil terá primeira celebração oficial do Dia Nacional das Meninas

Geral Meninas 28/09/2026 12:57 Cleinaldo Simões Assessoria de Comunicação São Paulo SP

Uma fundação britânica realizará um projeto-piloto em escolas públicas de São Paulo e Caieiras para proteger meninas da violência, ensinando-as a conhecer seus direitos, expressar sua voz e construir um futuro seguro, marcando a primeira data oficial do Dia Nacional das Meninas no país.

Pela primeira vez, o Brasil celebrará oficialmente o Dia Nacional das Meninas, data criada pela Lei nº 15.261/2025. Essa lei também incluiu o Dia Internacional das Meninas no calendário nacional. Para marcar essa data histórica, a The Caring Family Foundation (TCFF), uma organização britânica que ajudou a criar a lei, realizará um projeto-piloto em duas escolas públicas. A ação acontecerá na capital de São Paulo e na cidade de Caieiras, alcançando cerca de 250 estudantes.

  • O projeto será realizado entre 5 e 9 de outubro de 2025.
  • A ação foca em ensinar direitos, cidadania e proteção contra a violência.
  • Advogadas voluntárias e a equipe da fundação conduzirão as atividades.
  • Os dados mostram que 41% das adolescentes relatam tristeza constante.
  • O objetivo é prevenir a violência e fortalecer a autoestima das meninas.

Foco em direitos e proteção

A iniciativa não é apenas comemorativa. Ela trabalha três eixos principais: voz, direitos e cidadania; respeito, proteção e prevenção; e valor e projeto de vida. As atividades estimulam a escuta, o diálogo e a cooperação. Elas também ajudam as meninas a reconhecerem limites e a identificarem sinais de alerta para buscar ajuda. A diretora de operações da fundação no Brasil, Alessandra Figueiredo, explica que a proposta foca no protagonismo e na liderança.

Essa proposta se alinha à Lei nº 14.164/2021. Essa lei incluiu conteúdos sobre direitos humanos na educação básica. O objetivo é prevenir todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres. A lei também instituiu a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher.

Agenda das atividades

As atividades serão divididas entre duas escolas. Na Escola Estadual Professora Maria Amélia Braz, na zona leste de São Paulo (Jardim São Rafael), os encontros ocorrerão nos dias 5, 6 e 7 de outubro, das 15h às 16h30. Na Escola Estadual Professora Isaura Valentini Hanser, em Caieiras (Vila Rosina), as atividades acontecerão nos dias 8 e 9 de outubro, das 10h às 11h30. Em ambas as instituições, a condução ficará a cargo de advogadas voluntárias e da equipe da TCFF.

Urgência apontada por dados

Os números mostram a necessidade urgente de ações educativas. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, do IBGE, revelam que 41,0% das meninas de 13 a 17 anos relataram tristeza na maioria das vezes ou sempre. Além disso, 26,0% disseram ter sofrido assédio sexual e 11,7% relataram ter sido obrigadas a manter relações sexuais contra a vontade.

Outros dados alarmantes incluem o fato de 15,3% das meninas faltarem à escola por falta de absorvente. Na rede pública, esse percentual sobe para 16,9%. Estima-se que 121 mil meninas de 13 a 17 anos já tenham engravidado, sendo que 98,7% delas estudavam na rede pública. Esses dados reforçam a importância da educação em direitos.

Prevenção e fortalecimento

O projeto estimula as meninas a conhecerem seus direitos e a expressarem sua voz. Ele ensina a reconhecer situações que ultrapassam limites e a buscar ajuda. Uma mensagem central é de que a violência nunca é culpa da vítima. A TCFF defende que fortalecer meninas é também uma forma de prevenir a violência contra mulheres. A ideia é que toda menina tenha valor, sua voz importe e seu futuro seja construído com escolhas, apoio e coragem.

Os aprendizados obtidos no piloto serão organizados para orientar a expansão da metodologia para outras regiões. A organização convida a imprensa a acompanhar as atividades e produzir reportagens sobre a educação em direitos. A cobertura deve seguir os protocolos de privacidade e uso de imagem das estudantes.