27 de setembro de 2026

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Como identificar sinais de alerta de suicídio em crianças e adolescentes

Geral Prevenção 27/09/2026 11:15 Folhapress via Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br

Orientações ajudam pais e educadores a reconhecer mudanças de comportamento, isolamento e sinais no ambiente digital que indicam sofrimento mental, além de dicas sobre onde buscar ajuda profissional.

Nem sempre uma criança ou adolescente consegue dizer diretamente que está sofrendo. Mudanças persistentes no comportamento, no humor, na rotina, nas relações e até na forma de usar a internet podem indicar que algo não vai bem.

Falas de desesperança, autodesvalorização, despedida ou referências à morte e à autolesão também merecem atenção. As orientações a seguir foram adaptadas de materiais do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio, incluindo a cartilha voltada a pais e educadores sobre prevenção do suicídio na internet.

  • Sinais de alerta comuns: tristeza persistente, isolamento social, perda de interesse por atividades e queda no rendimento escolar.
  • Riscos online: busca frequente por conteúdo sobre morte, participação em grupos de autolesão e aumento do uso da internet à noite.
  • Como agir: converse abertamente, pergunte diretamente sobre sentimentos de morte e escute sem julgamento.
  • O que evitar: minimizar a dor, gritar, punir ou prometer segredos sobre planos suicidas.
  • Onde buscar ajuda: CVV (188), UBS, CAPS, SAMU (192) e Pronto-Socorro em casos de crise.

Como reconhecer os sinais de alerta

Os principais sinais de alerta incluem: tristeza persistente ou mudanças bruscas de humor; isolamento da família e dos amigos; perda de interesse por atividades de que gostava; irritabilidade, agressividade ou explosões de raiva; queda no rendimento escolar; cansaço excessivo ou mudanças importantes na rotina; falas de desvalorização, desesperança ou despedida; comentários como "queria sumir", "sou um problema" ou "ninguém vai sentir minha falta"; desapego repentino de objetos importantes; e tentativas de esconder marcas ou ferimentos no corpo. Vale destacar que um sinal isolado não permite concluir que existe risco de suicídio, mas mudanças persistentes, intensas ou combinadas merecem atenção imediata.

Sinais de alerta no ambiente digital

O uso da internet também pode revelar sinais de perigo. Fique atento a postagens, imagens ou mensagens sobre morte, autolesão ou desesperança. Outro indicativo é a busca frequente por conteúdos relacionados a suicídio ou métodos de autolesão. A participação em grupos que incentivam autolesão ou comportamentos suicidas, bem como em desafios perigosos na internet, são riscos sérios. Observar um aumento brusco do uso da internet, especialmente durante a madrugada, isolamento repentino ou mudanças na forma de interagir online, e nervosismo excessivo quando fica longe do celular ou de outros dispositivos são sinais que devem ser investigados.

O que fazer diante dos sinais

A ação correta começa abrindo espaço para uma conversa em um momento tranquilo. Pergunte diretamente como a criança ou o adolescente está. Diante de uma preocupação, pergunte se ele tem pensado em se machucar ou em morrer. É fundamental escutar sem julgamento e demonstrar que o sofrimento está sendo levado a sério. Evite minimizar a situação com frases como "isso é coisa da idade" ou "você está exagerando". Procure ajuda profissional quando houver sinais persistentes de sofrimento. Se houver relato de pensamentos ou planos de suicídio, não prometa guardar segredo. Mantenha a criança ou o adolescente acompanhado diante de uma situação de risco. Restrinja o acesso a medicamentos, produtos tóxicos e outros meios que possam ser usados para provocar ferimentos. Em uma situação de risco imediato, procure atendimento de emergência.

O que evitar para não piorar a situação

É crucial não tratar o sofrimento como "frescura" ou tentativa de chamar atenção. Não deboche nem desafie a criança ou o adolescente. Evite reagir com gritos, ameaças, raiva ou punição. Não pressione o jovem a explicar o que sente imediatamente. Não prometa sigilo diante de um relato de pensamentos ou planos de suicídio. Não retire completamente o acesso à internet como única resposta a um problema relacionado ao ambiente digital, e nunca ignore mudanças importantes de comportamento.

Onde buscar ajuda profissional

Estes são os principais canais de apoio no Brasil: CVV (Centro de Valorização da Vida): telefone 188, gratuito e disponível 24 horas, também oferece atendimento online em cvv.org.br. SUS: procure uma UBS (Unidade Básica de Saúde) para orientação e encaminhamento. CAPS (Centros de Atenção Psicossocial): serviços de saúde mental da rede pública; para crianças e adolescentes, existem os CAPSi, conforme a organização da rede local. Pronto-socorro ou unidade de emergência: procure atendimento em situações de crise ou diante de risco imediato de suicídio ou autolesão grave. Samu: telefone 192, para urgências e emergências médicas. Corpo de Bombeiros: telefone 193, em situações de emergência que exijam resgate ou atendimento imediato. Polícia Militar: telefone 190, em situações de emergência com risco imediato. Disque 100: canal para denúncias de violações de direitos humanos, incluindo situações de violência contra crianças e adolescentes. SaferNet: oferece orientação sobre violência, violações de direitos e situações relacionadas à segurança no ambiente digital. Instituto Vita Alere: oferece grupos de apoio aos enlutados e a familiares de pessoas com ideação suicida, cartilhas informativas sobre prevenção e posvenção e cursos para profissionais, em vitaalere.com.br. Abrases: disponibiliza materiais informativos, como cartilhas e ebooks, e indica grupos de apoio em todas as regiões do país, em abrases.org.br.