Taylor Boseman acusa parentes do ator de atrapalhar a negociação de um filme sobre a vida do astro de Pantera Negra, em meio a uma briga judicial pelo controle do dinheiro deixado por ele.
Taylor Simone Ledward Boseman, viúva do falecido ator Chadwick Boseman, entrou com uma nova ação judicial contra a família do astro. De acordo com documentos revelados pelo TMZ, ela acusa os parentes de criarem obstáculos intencionais durante as negociações para a produção de um documentário sobre a vida e o legado de Chadwick, conhecido mundialmente por seu papel em Pantera Negra.
A disputa ocorre no contexto de uma batalha paralela e intensa pelo controle do espólio do ator, que faleceu em 2020. A viúva afirma que está tentando honrar a memória do marido, mas encontra resistência da parte da família, o que levou à formalização do processo para garantir a continuidade do projeto audiovisual.
- Taylor afirma ter 100% dos direitos sobre o nome e a imagem de Chadwick.
- O documentário será produzido pela "Words + Pictures".
- A família tentou fechar contratos individuais com a produtora.
- Desde 2022, Taylor já repassou mais de US$ 1,7 milhão aos parentes.
- Chadwick morreu aos 43 anos após lutar contra o câncer.
O conflito na produção do documentário
Segundo o processo, Taylor está trabalhando com a produtora "Words + Pictures" para realizar o filme e negocia uma proposta da "Searchlight Pictures" para a produção. A viúva alega que a negociação seguia um princípio chamado "Nação Mais Favorecida", que garante tratamento igualitário entre as partes envolvidas no negócio. Ela destaca que a iniciativa visava incluir a família nas decisões importantes relacionadas ao legado artístico de Chadwick.
Apesar de ter compartilhado os documentos do projeto com os familiares, Taylor relata que alguns parentes, posteriormente, procuraram a produtora diretamente para tentar firmar contratos individuais. Para a viúva, essa atitude demonstra uma falta de boa fé e uma disposição em fragmentar as negociações, criando as divergências que motivaram o novo processo judicial. Ela insiste que a transparência foi mantida de sua parte, buscando sempre consultar os familiares.
Controle da imagem e direitos do ator
Nos documentos, Taylor também faz uma declaração importante sobre os direitos patrimoniais. Ela afirma deter "100% do direito de controlar e se beneficiar" do uso do nome, imagem, voz, assinatura e demais elementos relacionados à identidade de Chadwick. Essa afirmação reforça a posição dela como detentora exclusiva dos direitos de comercialização da marca do ator, mesmo com a presença dos irmãos na disputa.
Taylor sustenta que tem buscado ativamente consultar os familiares sobre qualquer iniciativa que envolva a memória do ator. No entanto, ela afirma que o mesmo cuidado não foi adotado pelos parentes, que teriam agido de forma unilateral em várias frentes, incluindo a tentativa de fechar acordos separados com a produtora do documentário. Essa falta de reciprocidade, segundo a viúva, é um ponto central do conflito atual.
Disputa pelo dinheiro do espólio
O conflito em torno do documentário acontece paralelamente a uma batalha judicial pelo controle financeiro dos bens deixados por Chadwick. Os irmãos do ator, Derrick e Kevin Boseman, tentam remover Taylor da função de administradora dos bens. A alegação da família é que Taylor não teria sido transparente em relação às finanças do espólio, o que, na visão deles, justifica a troca de administração.
Taylor nega todas as acusações de opacidade financeira. Ela afirma que colaborou com os familiares muito além do que seria legalmente obrigada a fazer. A viúva também sustenta ter repassado à família valores superiores aos exigidos por lei ou por acordos anteriores, demonstrando seu empenho em não deixar os parentes desprovidos de recursos, mesmo durante as divergências.
Segundo os documentos citados pelo TMZ, a viúva afirma que, desde 2022, já destinou mais de US$ 1,7 milhão (aproximadamente R$ 8,8 milhões) a Carolyn e Leroy Boseman. Esses repasses seriam evidência da boa fé de Taylor na gestão do dinheiro do casal. Chadwick morreu em agosto de 2020, aos 43 anos, após uma longa e difícil batalha contra um câncer de cólon, o que torna a disputa pelo legado ainda mais sensível para os envolvidos.

Foto: Divulgação/ Hugo Gloss


