Quaest: Lula lidera no Maranhão e Flávio Bolsonaro no Acre. Leia mais na BRA 1.
Levantamento da Quaest divulgado neste sábado (26) mostra um mapa eleitoral dividido entre o presidente Lula e o deputado federal Flávio Bolsonaro na disputa presidencial de 2026, com lideranças regionais distintas em diferentes estados. Os dados foram publicados pelo G1 e revelam que o ex-presidente lidera no Maranhão, enquanto o candidato bolsonarista aparece à frente no Acre, indicando uma polarização geográfica que deve orientar as estratégias das campanhas nas próximas semanas.
A pesquisa, realizada entre os dias 24 e 25 de setembro, faz parte de uma série de levantamentos estaduais da Quaest que vêm sendo divulgados ao longo da semana. Com o primeiro turno marcado para outubro, os números ajudam a dimensionar o alcance de cada candidato fora do eixo Sul-Sudeste, onde a disputa tende a ser mais acirrada. O cenário reforça a leitura de que a eleição de 2026 será decidida no detalhe, com estados do Norte e Nordeste desempenhando papel crucial na soma de votos.
- Lula lidera no Maranhão com 59% das intenções de voto, contra 22% de Flávio Bolsonaro.
- Flávio Bolsonaro aparece à frente no Acre, com 50%, enquanto Lula soma 24%.
- No Acre, Cury marca 4% e Caiado, 3%, indicando fragmentação do eleitorado de centro-direita.
- Pesquisa para o Senado em Roraima mostra Teresa Surita com 22%, seguida por Nicoletti (19%) e Helena da Asatur (17%).
- No Rio Grande do Norte, a disputa pelo governo estadual tem Allyson liderando com 39%, contra 21% de Cadu de Lula e 18% de Álvaro Dias.
Os números do Maranhão consolidam a força de Lula no Nordeste, região historicamente favorável ao petista. De acordo com o G1, a vantagem de 37 pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro no estado é a maior registrada até agora entre os levantamentos estaduais da Quaest. O resultado reflete a rejeição ao bolsonarismo em uma base onde o ex-presidente mantém forte apelo popular, especialmente entre eleitores de menor renda e beneficiários de programas sociais.
No Acre, o cenário é inverso. Flávio Bolsonaro alcança metade das intenções de voto, enquanto Lula fica 26 pontos atrás, segundo dados do G1. A presença de Cury e Caiado, que somam juntos 7%, sugere que parte do eleitorado ainda busca uma terceira via, mas sem força para alterar a liderança do candidato bolsonarista. O resultado acende um alerta na campanha petista, que esperava reduzir a desvantagem na região Norte com investimentos em infraestrutura e políticas ambientais.
Além da disputa presidencial, a Quaest também mapeou corridas estaduais que podem influenciar o cenário nacional. Em Roraima, a pesquisa para o Senado mostra Teresa Surita na frente com 22%, seguida de perto por Nicoletti (19%) e Helena da Asatur (17%), conforme divulgado pelo G1. No Rio Grande do Norte, a disputa pelo governo estadual tem Allyson com 39%, contra 21% de Cadu de Lula e 18% de Álvaro Dias, indicando que a polarização nacional também se reflete nos pleitos locais.
Mapa dividido entre Lula e Flávio Bolsonaro
A cobertura da ncnews.com.br destaca que a Quaest desenha um mapa claramente dividido entre os dois principais candidatos, com Lula concentrando votos no Nordeste e Flávio Bolsonaro dominando no Norte e em parte do Centro-Oeste. Essa divisão geográfica é semelhante à observada nas eleições de 2022, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro teve forte desempenho em estados como Acre e Rondônia, enquanto Lula venceu em quase todo o Nordeste.
Os levantamentos estaduais da Quaest, realizados em parceria com afiliadas da Globo, têm margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os dados foram coletados presencialmente, o que garante uma leitura mais precisa do eleitorado em regiões de difícil acesso, como as capitais do Norte e os municípios do interior maranhense.
Impacto nas estratégias de campanha
Os números devem acelerar a agenda de viagens dos candidatos. Lula, que já visitou o Maranhão três vezes neste ano, deve intensificar a presença no estado para consolidar a vantagem e tentar ampliar a margem em outros redutos nordestinos. Flávio Bolsonaro, por sua vez, tende a focar no Acre e em estados vizinhos, onde a rejeição ao governo federal é menor, conforme indicam as pesquisas.
Especialistas ouvidos pelo G1 avaliam que a diferença de desempenho entre os estados reflete não apenas a rejeição histórica, mas também a eficácia das campanhas locais e o peso das alianças regionais. No Maranhão, o apoio do governador e de prefeitos da região tem sido decisivo para a vantagem de Lula, enquanto no Acre a ausência de uma liderança local forte do PT abre espaço para o avanço bolsonarista.
Com a proximidade do primeiro turno, novas pesquisas devem ser divulgadas nos próximos dias, incluindo levantamentos nacionais que consolidem os dados estaduais. A tendência é que o mapa continue dividido, mas a margem de erro e a alta taxa de indecisos em alguns estados, como Roraima e Rio Grande do Norte, mantêm a disputa em aberto. As campanhas, portanto, devem concentrar esforços em reduzir a abstenção e converter eleitores que ainda não definiram voto, especialmente nas regiões onde a diferença entre os candidatos é menor.
Referências
- MAPA: Quaest mostra como está a disputa presidencial nos estados
- Quaest desenha mapa dividido entre Lula e Flávio Bolsonaro; veja onde cada um lidera
- Quaest no MA: Lula, 59%; Flávio Bolsonaro, 22%
- Quaest no AC: Flávio, 50%; Lula, 24%; Cury, 4%; Caiado, 3%
- Quaest para o Senado em RR: Teresa Surita, 22%; Nicoletti, 19%; Helena da Asatur, 17%; Chico Rodrigues, 14%
- Quaest: veja como está a disputa pelo governo do Maranhão
- Quaest no RN: Allyson, 39%; Cadu de Lula, 21%; Álvaro Dias, 18%

Foto ilustrativa: Quaest: Lula lidera no Maranhão e Flávio Bolsonaro no Acre (IA)


