23 de setembro de 2026

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Internet rápida chega a escolas pobres e beneficia 4 milhões de alunos

Geral Educação Digital 23/09/2026 16:38 Ganesh Comunicação

O projeto Aprender Conectado levou internet de alta velocidade para mais de 30 mil escolas públicas em áreas remotas do Brasil. A iniciativa beneficiou 4 milhões de estudantes e teve sua meta ampliada para 46 mil unidades, garantindo conexão por fibra óptica, satélite ou rádio, além de energia solar onde não há luz elétrica. O governo afirma que a conexão chega acompanhada de monitoramento automático para garantir estabilidade.

Na Escola Municipal Alípio Pereira Braga, em Cidade Ocidental (GO), o acesso à internet de alta velocidade abriu novas possibilidades para os estudantes do Quilombo Mesquita. No laboratório de informática, as crianças passaram a ter mais recursos para pesquisar, aprender e interagir com conteúdos digitais. Ver as crianças no laboratório de informática interagindo com o mundo é maravilhoso, afirma Sandra Braga, presidente da associação de moradores.

A escola é uma das mais de 30 mil unidades públicas que já receberam conexão pelo Aprender Conectado. Ao todo, mais de 4 milhões de estudantes são beneficiados pelo projeto, que está presente em 3.531 municípios e atende escolas localizadas em áreas rurais, indígenas, quilombolas e regiões urbanas socialmente vulneráveis, onde a infraestrutura de telecomunicações ainda apresenta limitações.

  • O projeto já conectou mais de 30 mil escolas públicas em 3.531 municípios brasileiros.
  • Mais de 4 milhões de estudantes em áreas vulneráveis já têm acesso à internet na escola.
  • A meta do projeto foi ampliada de 40 mil para 46 mil escolas conectadas.
  • 72% das escolas atendidas receberam fibra óptica; 21,2% usam satélite e 6,1% rádio.
  • Escolas sem energia elétrica recebem sistemas de geração de energia solar.

Impacto na rotina dos professores e alunos

Em Guarapari (ES), a mudança também chegou à rotina dos professores da Escola Francisco Honorato. Antes, a conexão disponível na unidade não permitia realizar com regularidade atividades como planejamento de aulas, impressão de materiais e acesso a plataformas pedagógicas. Com a chegada do Aprender Conectado, essas tarefas passaram a ser realizadas na própria escola. Depois da chegada da conexão, conseguimos fazer essas atividades com mais autonomia e acessar conteúdos que contribuem para as aulas, conta a professora Patrícia Gonçalves Lopes.

Ultrapassar 4 milhões de estudantes significa ampliar o acesso de crianças e jovens às oportunidades proporcionadas pela conectividade, independentemente do lugar onde vivem. Estamos chegando a escolas que enfrentam desafios de infraestrutura e logística e levando uma conexão que pode ser incorporada ao dia a dia de professores e alunos, afirma Flávio Santos, diretor-geral da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace), que executa o Aprender Conectado.

Meta ampliada e tecnologias diversas

O avanço da implantação levou à ampliação da meta do Aprender Conectado. Em agosto, a Eace lançou a Fase 6, que acrescentou 6 mil escolas ao planejamento inicial e elevou de 40 mil para 46 mil o número de unidades públicas previstas para receber conexão.

A tecnologia utilizada em cada escola é definida de acordo com as características da localidade e a infraestrutura disponível. Entre as mais de 30 mil escolas já atendidas, 72% receberam fibra óptica, solução priorizada quando há viabilidade técnica. Outras 21,2% utilizam conexão via satélite e 6,1% são atendidas por rádio. Há ainda escolas que utilizam soluções híbridas, como fibra e rádio, ou acesso sem fio (FWA).

Em localidades sem acesso à rede elétrica, a Eace também instala sistemas de geração de energia solar para viabilizar o funcionamento da infraestrutura de conectividade.

Monitoramento constante da conexão

O trabalho da Eace continua após a instalação da infraestrutura. Cada escola recebe um medidor interno que coleta dados sobre o desempenho da rede em diferentes horários e envia as informações para um painel de monitoramento.

O acompanhamento permite identificar eventuais problemas e acionar os fornecedores responsáveis pela conexão para a correção, sem depender exclusivamente de uma solicitação feita pela escola.