21 de setembro de 2026

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Cientistas debatem na Congressos como enfrentar a crise do super El Niño

Geral Meio Ambiente 21/09/2026 18:21 Ricardo Wegrzynovski (Weg) e Assessoria da UFSC / Câmara dos Deputados

Em evento na Câmara dos Deputados, especialistas em clima e comunicação apresentam soluções baratas para mitigar os efeitos do fenômeno e alertam sobre a necessidade de aviso prévio à população.

A Câmara dos Deputados colocou na pauta de discussões as medidas de enfrentamento ao fenômeno climático conhecido como super El Niño. O evento, marcado para a próxima quinta-feira (24), terá como foco entender as causas, consequências e formas de adaptação a esses eventos extremos, além de debater como a comunicação pode ser mais eficaz nessas situações.

Cientistas e especialistas em comunicação estarão presentes para explicar, de forma acessível, os impactos ambientais e sociais dessas mudanças. O objetivo é unir a ciência com a prática para proteger a população brasileira de riscos relacionados à água, alimento e saúde pública.

  • O evento ocorre na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara.
  • Paulo Horta apresentará soluções financeiramente viáveis para proteger o abastecimento de água e comida.
  • Ricardo Weg foca na importância do aviso prévio antes que os desastres aconteçam.
  • A transmissão será ao vivo e permite que o público tire dúvidas pela internet.
  • A ação reflete a urgência de preparação climática em todo o território nacional.

Especialistas destacam soluções práticas e urgentes

Durante a sessão, o professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o PhD Paulo Horta, vai analisar os fenômenos climáticos e seu impacto no dia a dia das pessoas. Ele listará alternativas simples e econômicas para reduzir os danos à segurança hídrica, alimentar e sanitária. O foco é mostrar que é possível agir preventivamente com recursos acessíveis, evitando que a população sofra as piores consequências da escassez de insumos básicos.

Outro pilar do debate é a comunicação do risco. O jornalista e mestrando em Oceanografia pela UFSC, Ricardo Wegrzynovski (Weg), vai explicar como as autoridades devem informar a população. Ele argumenta que avisar as pessoas durante o caos de um desastre é ineficaz. A estratégia correta, segundo ele, é preparar a sociedade com informações claras sobre quais medidas tomar antes que a tragédia se instale, reduzindo o pânico e a desorganização no momento crítico.

O papel dos governos na prevenção de desastres

Os pesquisadores enfatizam que a falta de preparação costuma ser tão grave quanto o próprio evento climático. Horta destaca que a ciência já aponta com precisão onde e como esses desastres tendem a acontecer. Diante disso, cabe aos governos locais e nacionais adotar políticas proativas, investindo em infraestrutura e educação ambiental. Ignorar esses alertas científicos aumenta a vulnerabilidade das comunidades mais carentes.

A discussão não se limita a uma região específica. As estratégias apresentadas são válidas para todo o Brasil, reconhecendo a diversidade de ameaças climáticas em diferentes partes do país. A intenção é criar um padrão de resposta que possa ser adaptado por municípios e estados, garantindo que nenhum cidadão fique sem orientação em momentos de crise hídrica ou meteorológica.

Como participar do evento na Câmara dos Deputados

A sociedade pode acompanhar de perto as propostas e tirar dúvidas em tempo real. O evento contará com transmissão ao vivo pela internet, permitindo que qualquer pessoa participe enviando perguntas diretamente pelo site oficial da Câmara dos Deputados. Essa interação busca aproximar a ciência do cidadão comum, democratizando o acesso às informações sobre clima.

Para quem está presencialmente em Brasília, o encontro acontece no Plenário da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, no Anexo II, no Plenário 04. O início está previsto para as 10h do dia 24 de setembro. A organização reforça a importância da presença e da engajamento da comunidade para que as vozes da academia e da imprensa ajudem a moldar políticas públicas mais resistentes às mudanças climáticas.