Companhia combina plantio de eucalipto com a preservação de mais de 84 mil hectares de vegetação nativa do Cerrado. A estratégia usa drones, bioinsumos naturais e rastreabilidade completa para garantir que a produção não agride o meio ambiente, servindo como exemplo de equilíbrio entre lucro e natureza.
A forma como a Arauco cuida das florestas mostra que dá para produzir e conservar a natureza ao mesmo tempo. Em vez de apenas cortar árvores, a empresa usa uma estratégia que mantém o equilíbrio do ambiente, unindo tecnologia avançada com respeito à biodiversidade.
Nesta semana, a companhia destacou como sua gestão conecta a eficiência no trabalho com a responsabilidade ambiental. A empresa protege mais de 84 mil hectares de vegetação nativa no Brasil e usa bioinsumos, além de rastreamento completo de todas as etapas da produção.
- A empresa protege a floresta e usa tecnologia para monitorar animais e plantas.
- Mais de 84 mil hectares de Cerrado são preservados em Mato Grosso do Sul.
- Arauco usa insetos benéficos para combater pragas em vez de pesticidas fortes.
- Todo o processo é rastreado para provar que a madeira vem de fontes livres de desmatamento ilegal.
- O projeto Sucuriú, novo investimento, deve gerar milhares de empregos e proteger a fauna local.
Gestão que protege a floresta
Em setembro, a Arauco reforçou o compromisso com a preservação ao celebrar o Dia da Árvore. A empresa mostra que o cuidado com o meio ambiente faz parte de todo o processo de trabalho. Isso inclui o uso responsável da água e do solo, sem prejudicar a biodiversidade local.
Em todo o mundo, a Arauco gerencia um patrimônio de 1,8 milhão de hectares de florestas. Um terço desse total é dedicado à conservação da natureza e à proteção de áreas naturais. Essa abordagem garante que o crescimento das fazendas não destrua o ecossistema existente.
Investimento e proteção em Mato Grosso do Sul
No estado de Mato Grosso do Sul, a base da empresa cobre cerca de 350 mil hectares. O plano de terras divide o espaço entre o cultivo de eucalipto, que ocupa 218 mil hectares, e a preservação da vegetação nativa do Cerrado, que mantém mais de 84 mil hectares sob proteção.
Esse volume de área preservada representa 25% do total gerido pela empresa. Esse percentual é maior que o mínimo exigido por lei, que é de 20%. Além disso, a empresa tem a política de não converter nenhuma área de floresta virgem, usando apenas solos já degradados pela antiga pecuária ou agricultura.
Monitoramento da vida silvestre
O controle das florestas evita o uso de transgênicos e foca em cuidar do solo para evitar a erosão. A empresa também usa a ideia de economia circular, tentando não enviar nenhum resíduo para lixões industriais. Esses esforços são reconhecidos por certificações de qualidade ambiental internacional.
Para acompanhar a vida animal, a Arauco usa drones com câmeras que enxergam o calor corporal. Isso ajuda a rastrear animais na área de conservação chamada Refúgio das Antas. Localizada em Água Clara, essa reserva tem 3.257 hectares e já catalogou centenas de espécies de animais e plantas.
Entre as espécies registradas estão 12 que estão em risco de extinção, como a onça-pintada. No novo projeto chamado Sucuriú, essa proteção da natureza é prioridade desde o início das construções até a operação da fábrica.
Combate a incêndios e pragas naturais
Uma equipe especializada trabalha 24 horas por dia na prevenção de fogo. A estrutura inclui 30 brigadas de bombeiros em terra e vários aviões, com cerca de 300 profissionais pronto para agir em casos de emergência.
Para combater as lagartas que comem as folhas das árvores, a empresa usa insetos benéficos chamados microvespas. Esses insetos são produzidos em parceria com o Senai e ajudam a controlar as pragas sem precisar de químicos agressivos, mantendo o equilíbrio ecológico.
Além de limpar o ar, as árvores plantadas capturam carbono do ambiente, ajudando a combater o aquecimento global. O cuidado começa no chão com plantios em curvas de nível, que seguram a água da chuva e evitam que o terra seja levado embora para o rio.
Rastreabilidade da madeira
Como a empresa garante a origem da madeira
A empresa também cuida da qualidade da madeira que vira painéis para móveis. A divisão de madeira da Arauco processa 2,5 milhões de toneladas de madeira por ano no sul do país. Metade dessa madeira tem o selo de certificação FSC, que prova que o manejo é justo e sustentável.
Para ter certeza de que a madeira é limpa, a empresa checa documentos e usa imagens de satélite dos últimos 15 anos. Isso garante que nenhuma floresta natural foi cortada ilegalmente. A origem de cada peça é rastreada por computador, do campo até a fábrica.
Além disso, os painéis têm certificação que garante que emitem muito pouco formaldeído, um gás tóxico. A Arauco foi a primeira empresa do setor no mundo a ser reconhecida como neutra em carbono, comprovada por auditorias independentes.
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú é a nova fábrica de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$ 4,6 bilhões vai criar uma planta capaz de produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. O local está em Inocência, no Mato Grosso do Sul, perto do Rio Sucuriú.
A construção começou em 2024 e deve terminar no fim de 2027. Enquanto as obras acontecerem, a empresa vai gerar mais de 14 mil empregos temporários. Após a inauguração, ficarão cerca de 6 mil funcionários fixos trabalhando na fábrica e no transporte.
O objetivo é ajudar o desenvolvimento da região e arrecadar mais impostos para o município. Durante todo o processo, a empresa continua a monitorar a natureza local, garantindo que a fauna e a flora nativas sejam respeitadas em cada etapa da construção.
Sobre a Arauco Brasil
A Arauco está no Brasil desde 2002 e trabalha com florestas e madeiras. A empresa emprega 3.500 pessoas e tem cinco fábricas no país. Estas unidades produzem painéis, molduras e produtos químicos para a indústria moveleira.
Os locais das fábricas incluem cidades no Paraná e no Rio Grande do Sul. Em 2027, a empresa abrirá sua primeira fábrica de celulose branqueada em Inocência, no Mato Grosso do Sul. Todas as florestas de eucalipto no Brasil são certificadas como ecologicamente corretas e socialmente justas.
As empresas que usam a madeira da Arauco confiam na rastreabilidade completa. Isso significa que é possível saber a origem exata da matéria-prima, garantindo que o produto final é seguro e respeita o meio ambiente.

Foto: Zig Koch



