17 de setembro de 2026

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Lula flávio bolsonaro na empresa polarizacao vira risco juridico

Geral Eleições 17/09/2026 11:53 S2 Consultoria e EDB Comunicação via Press Manager

Consultoria brasileira lança jogo gratuito para ensinar empresas a evitar assédio eleitoral no trabalho, prevenindo multas e conflitos durante as eleições de 2026.

A discussão política acalorada entre figuras públicas como Lula e Flávio Bolsonaro não fica restrita às redes sociais; ela chega a ser um problema sério dentro das empresas. Com a proximidade das eleições de 2026, esse clima tenso pode gerar consequências legais para os empregadores. Para lidar com isso, a empresa S2 Consultoria criou uma ação gratuita para ajudar as companhias a entenderem como lidar com essas pressões.

A iniciativa ocorre entre 21 e 27 de setembro e visa prevenir o chamado assédio eleitoral. Essa prática acontece quando chefes ou colegas de trabalho usam sua posição para forçar ou influenciar o voto dos funcionários de forma indevida. Se não cuidados, esses conflitos podem resultar em processos judiciais contra a empresa e em um ambiente de trabalho destruído.

  • É uma ação cívico-social gratuita para empresas.
  • Funciona como um jogo online onde se escolhem respostas.
  • Baseada em mais de 3.200 denúncias de 2022.
  • Gera uma pesquisa nacional sobre o tema.
  • Contas são anônimas para proteger os funcionários.

O caso é sério porque, nas eleições passadas de 2022, o Ministério Público do Trabalho registrou mais de 3.200 casos de assédio. Isso envolveu ameaças de demissão, pedidos diretos de voto e intimidação disfarçada. A Justiça já confirmou que usar o poder do chefe para influenciar o voto dos empregados é ilegal. Isso inclui até mesmo pressões sutis, que podem parecer apenas conversas, mas que na verdade são coerções. Empresas condenadas nesse ponto precisam pagar indenizações aos trabalhadores prejudicados.

Diante disso, a S2 Consultoria, especializada em comportamento nas organizações, promove a Semana da Microdecisão. A ferramenta é um mini jogo de quiz disponível na plataforma Kahoot. Nele, os colaboradores enfrentam situações-problema que colocam em teste a ética e a liberdade de escolha. As empresas podem se inscrever gratuitamente e enviar o link para a equipe. O mais importante é que as respostas são totalmente anônimas. Assim, os profissionais podem participar sem medo de serem julgados ou punidos pelos gestores.

Os dados desse jogo servirão para criar a pesquisa "Panorama Comportamental do Assédio Eleitoral 2026". O objetivo é mapear onde e como essa pressão política surge no dia a dia das empresas. Renato Santos, cientista comportamental e sócio da S2, destaca que a campanha defende o direito de escolher livremente sem sofrer intimidação. Além do jogo, haverá conteúdos educativos e um episódio do podcast Dis2imulados sobre relações de poder e liberdade de escolha no trabalho.

Como o jogo funciona na prática

O jogo é composto por cinco desafios baseados em situações reais que já aconteceram em empresas. Os cenários incluem pressão de chefes por opinião política, brigas ideológicas em reuniões e uso de recursos da empresa para apoiar candidaturas. Cada desafio mostra um vídeo curto com uma situação difícil. Os participantes debatem e escolhem respostas, gerando aprendizado coletivo. A ideia é tratar o conteúdo como um treinamento prático. Ele ajuda a desenvolver a consciência ética e a capacidade de ler situações de risco antes que elas se tornem problemas graves.

Para Renato Santos, a lógica da política invadiu as empresas. Ele explica que o ambiente corporativo reproduz emoções do debate público, como medo e criação de inimigos. Isso cria terreno fértil para o assédio eleitoral. Muitas vezes, essa ação não é explícita, mas aparece como exclusões, constrangimentos ou uso da hierarquia para agradar. "O que estamos vendo é a transferência da lógica da polarização social para dentro das empresas", afirma o especialista. Isso gera hostilidade e reduz a cooperação necessária para o bom funcionamento da organização.

Após a aplicação do jogo, as empresas recebem um relatório detalhado. Ele traz dados sobre o clima organizacional e os riscos de polarização. Esses resultados formam uma base de dados nacional para entender como os brasileiros lidam com esse tema. A ferramenta não busca impor um lado político, mas sim proteger a saúde emocional e ética do ambiente de trabalho. A proposta é que as empresas estejam preparadas para evitar conflitos que possam afetar sua imagem e suas finanças.

A importância da prevenção comportamental

Renato Santos ressalta que o problema é, principalmente, comportamental. A polarização ativa preconceitos e reduz a escuta entre colegas. Quando isso ocorre na empresa, o local de trabalho vira uma arena de disputas. O resultado é a degradação do ambiente, aumento de brigas e perda de confiança. A prevenção passa pela educação organizacional, pois as empresas não são preparadas naturalmente para esses conflitos. O jogo serve como uma lição prática de convivência ética.

Para a S2 Consultoria, essa iniciativa é parte de seu trabalho de construir organizações mais seguras. A empresa, fundada em 2014, já atendeu grandes nomes do mercado como Stone, Votorantim, Assaí e Localiza. A ação gratuita de setembro de 2026 visa ampliar essa conscientização para todo o Brasil. As empresas interessadas devem se inscrever na página da campanha para garantir a participação de suas equipes nessa importante ferramenta de prevenção social e jurídica.