15 de setembro de 2026

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Fisioterapia pode prevenir e tratar doenças respiratórias; saiba como

Geral Fisioterapia 15/09/2026 16:30 Centro Universitário Integrado

Com a primavera, alergias como rinite e asma aumentam; fisioterapia respiratória é opção de tratamento

Faltando poucos dias para o início da primavera, cresce a preocupação com alergias sazonais. A maior circulação de pólen, poeira e ácaros no ar costuma afetar a respiração de pessoas que sofrem com rinites, conjuntivites, asma e polinose. Na região Sul, estima-se que 20% a 25% da população tenha algum tipo de sensibilidade relacionada a flores e plantas.

Quando o pólen liberado por gramíneas (como azevém), árvores (ipês, carvalhos, pinheiros, ciprestes) e ervas daninhas entra em contato com as mucosas, acontece uma reação inflamatória. Essa reação pode causar diferentes tipos de alergias:

  • Rinite sazonal (febre do feno): provoca espirros em série, coriza, congestão nasal e coceira intensa no nariz e na garganta.
  • Conjuntivite: deixa os olhos vermelhos, lacrimejantes, inchados e com forte coceira ou sensação de areia.
  • Asma: a inalação dessas partículas irrita os brônquios, provocando tosse, chiado no peito e falta de ar em pessoas predispostas.
  • Polinose: nome médico para um quadro inflamatório leve que lembra uma gripe recorrente durante a época de polinização.

5 respostas rápidas sobre o assunto:

  • Quem tem rinite alérgica pode se beneficiar da fisioterapia respiratória.
  • A fisioterapia ajuda a eliminar secreções e melhorar a respiração.
  • O tratamento pode ser feito antes e depois das crises.
  • Também é útil para pacientes com apneia do sono.
  • A fisioterapia respiratória atende desde bebês até idosos.

Ação preventiva

A boa notícia é que o tratamento pode começar antes mesmo do problema aparecer. Em vez de esperar as crises acontecerem, é possível iniciar os cuidados desde já, por meio da fisioterapia respiratória. A especialidade ajuda na prevenção, no tratamento e na reabilitação de diferentes disfunções do sistema pulmonar, explica o professor do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Anderson Brandão dos Santos.

Longe de ser apenas uma técnica para eliminar secreções, o método também serve para melhorar o funcionamento dos pulmões e recuperar a capacidade do paciente.

"A fisioterapia respiratória é uma importante aliada quando a condição provoca alterações na ventilação, presença de catarro ou redução da capacidade física. Avaliando cada indivíduo de forma personalizada, é possível definir as melhores estratégias para aliviar o desconforto", destaca o professor.

Resultados progressivos

A área ganhou muita visibilidade durante a pandemia de Covid-19, principalmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e no período pós-infecção. Porém, suas indicações abrangem doenças como H1N1, bronquiolite e pneumonia, atendendo desde bebês até a terceira idade.

Entre os principais benefícios da fisioterapia respiratória, destacam-se:

  • Melhora da ventilação pulmonar e redução do esforço para respirar;
  • Auxílio rápido na mobilização e eliminação de secreções (catarro);
  • Fortalecimento da musculatura torácica;
  • Aumento da capacidade física e da tolerância aos esforços do dia a dia;
  • Prevenção de complicações graves ligadas à imobilidade prolongada.

"Enquanto a eliminação de fluidos retidos pode dar alívio imediato já na primeira sessão, a reabilitação de fraquezas musculares exige um trabalho progressivo, dependendo da gravidade e da idade", ressalta o professor Santos.

Do recém-nascido aos idosos

Segundo o professor, a intervenção fisioterapêutica é recomendada para pessoas de todas as idades que tenham algum comprometimento da função pulmonar, seja de forma aguda, crônica ou preventiva. As principais indicações incluem:

  • Doenças crônicas e inflamatórias: asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), fibrose cística e bronquiectasia.
  • Infecções agudas: pneumonias, bronquiolite (comum em bebês) e recuperação de sequelas respiratórias.
  • Pré e pós-operatório: especialmente em cirurgias torácicas, cardíacas, abdominais ou bariátricas. A anestesia e a dor podem deixar a respiração superficial, facilitando complicações evitáveis com a técnica.
  • Pacientes internados ou acamados: pessoas restritas ao leito por muito tempo precisam manter o pulmão ativo e prevenir a perda de força muscular.
  • Distúrbios neuromusculares: doenças que causam fraqueza progressiva, como Esclerose Lateral Amiotrófica, distrofias musculares ou sequelas de AVC.

Cuidado redobrado no envelhecimento

Com a aproximação do Dia do Idoso (1º de outubro), aumenta o alerta para os cuidados com essa parcela da população. O envelhecimento natural traz mudanças na força e na reserva funcional do organismo. Quando esses fatores se associam a disfunções respiratórias, o impacto sobre a independência pode ser severo.

Para os acamados, a assistência do fisioterapeuta é crucial para evitar a perda de massa magra. "Nosso objetivo não é olhar apenas para a quantidade de ar que entra e sai dos pulmões. Devemos pensar no indivíduo de maneira global: respirar melhor para conseguir se movimentar bem, realizar suas atividades e preservar sua autonomia", enfatiza o professor Anderson Brandão dos Santos.

Incorporação na rotina

Os exercícios direcionados da fisioterapia respiratória são vitais, principalmente, para pessoas acima de 70 anos. Isso ocorre porque, por serem mais frágeis, o sistema respiratório também exige mais trabalho.

"A prática também auxilia pacientes em tratamento da apneia do sono, caracterizada pelo relaxamento da musculatura da garganta e da língua. Nesse cenário, a atividade ajuda a manter os músculos mais firmes", complementa o especialista.