15 de setembro de 2026

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Chuva para em São Paulo, mas frio continua; saiba até quando

Geral Chuva 15/09/2026 15:55 Estadão Conteúdo jovempan.com.br

A chuva forte que atingiu São Paulo perde força, mas o frio continua. Veja a previsão completa para os próximos dias, com temperaturas baixas e melhora a partir de sexta-feira.

Nesta terça-feira (15), São Paulo amanheceu com temperaturas baixas e apenas alguns chuviscos, depois de vários dias de chuva forte. Mas isso não significa o fim do frio e da umidade: a previsão é que as temperaturas continuem baixas durante a semana, enquanto a chuva vai diminuindo aos poucos.

De acordo com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da Prefeitura, durante a madrugada a temperatura chegou a 10,7°C no extremo sul e a 13,9°C no centro. Nesta terça, a máxima deve ser de cerca de 19°C, podendo haver chuva fraca ou moderada à tarde e à noite.

  • A temperatura mínima registrada foi de 10,7°C no extremo sul de São Paulo.
  • O recorde de chuva para setembro já foi batido: 253,8 mm acumulados até segunda-feira.
  • O El Niño é um dos responsáveis pelo aumento das chuvas no estado.
  • A previsão é de tempo firme e máxima de 24°C na sexta-feira.
  • O CGE mantém alerta para alagamentos e deslizamentos por causa do solo encharcado.

Previsão para quarta e quinta-feira

Na quarta-feira (16), o tempo muda pouco: céu encoberto, garoa e chuviscos, principalmente de madrugada e à noite. As temperaturas ficam entre 13°C e 18°C. Na quinta (17), a nebulosidade diminui, mas ainda pode chover fraco, com máxima de 19°C, segundo o CGE.

A melhora mais forte deve acontecer só na sexta-feira (18). De acordo com a Climatempo, o ar frio polar ainda mantém as temperaturas baixas, mas na sexta o tempo deve ficar firme e a máxima pode chegar a 24°C.

Recorde de chuva em setembro

A trégua vem depois de um começo de setembro com chuvas recordes na capital. Até as 9h de segunda-feira (14), o Mirante de Santana, na zona norte, acumulou 253,8 mm, conforme dados históricos desde 1943.

Esse valor já supera o recorde anterior, de 1983, que era de 243,1 mm. Além disso, é mais de três vezes a média esperada para o mês, de 83,3 mm. Como ainda faltam duas semanas e há previsão de mais chuva, o total pode crescer ainda mais.

Riscos de alagamentos e deslizamentos

Essas chuvas acima da média também tem influência de fatores climáticos maiores. Segundo a Defesa Civil, o El Niño ajuda a aumentar a chuva no estado. Ele muda os padrões de circulação do ar e pode trazer mais umidade para o Sul e o Sudeste.

Mesmo com a chuva diminuindo, os efeitos do excesso ainda preocupam. As tempestades causaram alagamentos, enchentes e deslizamentos em várias partes do estado, inclusive mortes. Na capital, o solo está encharcado, e o CGE alerta para o risco de alagamentos, queda de árvores e deslizamentos na Grande São Paulo.