09 de setembro de 2026

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Settle cria robô inteligente para facilitar vendas para o governo

Geral Settle 09/09/2026 18:40 Assessoria de Imprensa

Startup brasileira capta R$ 18 milhões para lançar plataforma de IA que transforma dados públicos em oportunidades de negócio, ajudando empresas a venderem mais para o setor público.

O desafio de vender para o governo brasileiro

Vender produtos ou serviços para o governo brasileiro sempre foi uma tarefa complexa. Isso porque as informações necessárias se espalham por dezenas de fontes diferentes, como editais, atas de reunião, contratos, diários oficiais e portais de compras. Embora esses dados estejam disponíveis, eles quase nunca estão organizados de um jeito simples que ajude as empresas a tomarem decisões rápidas.

Enquanto as companhias que vendem para o consumidor comum (mercado privado) usam ferramentas que mostram quem são os clientes, quais são os concorrentes e o que as pessoas gostam de comprar, quem tenta vender para o Estado ainda depende muito de trabalho manual. É necessário fazer buscas separadas e analisar centenas de documentos para decidir onde gastar tempo e dinheiro.

É nesse cenário que entra a Settle. Esta startup brasileira surge para resolver esse problema usando tecnologia de ponta.

  • A empresa foi fundada em 2024 por ex-executivos do GuiaBolso.
  • Ela levantou R$ 18 milhões (US$ 3,08 milhões) para crescer.
  • A tecnologia usada é de Inteligência Artificial.
  • Grandes empresas como Vivo e BR Supply já são clientes.
  • O foco é exclusivamente no mercado de vendas para o governo.

A solução da inteligência artificial

A Settle desenvolveu uma plataforma feita só para quem tenta vender para órgãos públicos. A ideia principal é pegar aquela bagunça de documentos espalhados pela internet e transformar em informações úteis para o negócio. A empresa conta com uma equipe cheia de experiência, incluindo Alice Iglesias, Bruno Ortiz, José Victor Almada e Mateus Brum.

A tecnologia combina a automação de tarefas repetitivas com uma camada de inteligência avançada. Isso permite que grandes volumes de dados públicos se tornem análises claras. Assim, a empresa consegue identificar onde há chance de vender e entender tecnicamente o que os editais pedem, sem precisar de horas de esforço humano.

No ano em que começou, a Settle conseguiu atrair um investimento inicial de US$ 3,08 milhões, o que equivale a cerca de R$ 18 milhões na época. Quem comandou esse aporte foram os grupos Canary e Row Capital (que era a antiga 468 Capital). Também participaram da rodada a Clocktower Ventures e vários investidores-anjo.

Alice Iglesias, uma das fundadoras e responsável pela operação (CEO), explica: O mercado público sempre produziu uma quantidade enorme de informações. A diferença é que, até recentemente, transformar tudo isso em inteligência comercial exigia um esforço praticamente inviável. A inteligência artificial muda essa equação porque permite organizar, interpretar e conectar dados que sempre existiram, mas permaneceram dispersos.

Como a tecnologia funciona

A Settle acredita que a Inteligência Artificial não muda as regras do jogo das compras do governo. Ou seja, preço bom, qualidade técnica e seguir as leis ainda são o que mais importam para vencer uma disputa. O que muda é a velocidade. As empresas conseguem entender o mercado muito antes e decidir com mais precisão.

Para fazer isso, a plataforma junta informações de várias fontes oficiais. Ela usa o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), diários oficiais, listas de preços (atas) e planos de contratos do governo. Também considera dados internos da própria empresa cliente, usados apenas para esse fim. Tudo isso é limpo e organizado pela tecnologia.

Quando sai um edital novo, os agentes da Settle (partes da inteligência artificial) leem o documento. Eles checam se aquela oportunidade serve para o cliente, baseados nas regras combinadas. A máquina puxa os principais dados sozinha, evitando que pessoas precisem ler o papel inteiro. Isso poupa muito tempo.

Na prática, o dono de uma empresa consegue automatizar a busca por licitações. Ao mesmo tempo, ele pode fazer perguntas difíceis ao sistema, como saber onde o mercado vai crescer mais ou quais contratos vão acabar em breve. Mateus Brum, cofundador e diretor da empresa, afirma: Nosso objetivo é automatizar o trabalho operacional e ampliar a capacidade analítica das empresas, para que elas possam direcionar melhor seus times comerciais e dedicar mais tempo à estratégia.

Para Alice, esse é só o começo de uma grande mudança. Durante muitos anos, as soluções de tecnologia para vendas ao governo focaram na captura de editais e na participação em pregões. Com a IA, temos uma nova possibilidade: apoiar as empresas em diferentes etapas dessa jornada, desde a compreensão do mercado e a antecipação de oportunidades até a análise das licitações.