09 de setembro de 2026

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Idosos buscam implantes e próteses para manter autonomia e qualidade de vida

Geral Saúde bucal 09/09/2026 18:18 Adilson Mendes JN Assessoria de Comunicação

Envelhecimento populacional no Brasil torna a saúde bucal central no planejamento de quem deseja viver mais com independência, conforme aponta especialista.

Um reflexo pouco discutido do envelhecimento da população no Brasil é o impacto na saúde bucal. Cuidar dos dentes está se tornando parte do plano de vida de quem deseja chegar aos 60 anos ou mais com autonomia. Com a chamada 'economia prateada' em crescimento, a qualidade de vida na maturidade ganha destaque.

Dados recentes revelam que 36,48% dos brasileiros entre 65 e 74 anos perderam todos os dentes naturais. Além disso, 75,2% dessa faixa etária necessitam de algum tipo de prótese. O dentista Paulo Yanase explica a importância da prevenção e reabilitação oral para acompanhar uma geração que busca envelhecer com independência e autoestima.

  • Quase 4 em cada 10 brasileiros terão 60 anos ou mais até 2070, segundo projeções do IBGE.
  • 36,48% dos idosos entre 65 e 74 anos estão sem dentes naturais, enquanto 75,2% precisam de próteses.
  • A perda dentária na velhice geralmente resulta de cáries e problemas de gengiva não tratados na juventude.
  • Implantes dentários substituem a raiz do dente, oferecendo mais conforto que próteses removíveis comuns.
  • Há crescimento na procura por tratamentos bucais entre pacientes acima de 60 anos que buscam autonomia.

Projeções do IBGE e o envelhecimento acelerado

O Brasil vive um processo rápido de envelhecimento populacional. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a longevidade aumenta a preocupação com o bem-estar na maturidade. Preservar a saúde, incluindo a bucal, é essencial para manter a alimentação e a comunicação social. Para o Dr. Paulo Yanase, da clínica Oral Sin, esses cuidados são fundamentais para a independência do idoso.

Perda dentária e a necessidade de próteses

Apesar dos avanços odontológicos, a perda de dentes continua sendo um desafio. Um estudo de 2026 na Revista Brasileira de Epidemiologia, baseado nos dados do 'SB Brasil 2023', mostrou a extensão do problema. A perda não é natural do envelhecimento, mas sim consequência de doenças como cárie e problemas gengivais negligenciados ao longo da vida.

Prevenção começa na juventude

Embora os resultados apareçam na terceira idade, a prevenção deve iniciar cedo. Consultas regulares e a redução de fatores de risco diminuem a necessidade de tratamentos complexos futuros. Essa mudança reflete maior conscientização sobre a saúde em todas as fases da vida.

Reabilitação oral e implantes dentários

Quando os dentes já foram perdidos, a reabilitação ajuda a restaurar a mastigação e a fala. Os implantes dentários são uma opção eficaz, pois substituem a raiz do dente original. Isso proporciona maior estabilidade e conforto em comparação com próteses móveis tradicionais, melhorando a autoestima e o convívio social.

Crescimento da procura por tratamentos

Na prática clínica, observa-se um aumento no número de pacientes acima de 60 anos buscando implantes. A população mais velha deseja manter a saúde e a autonomia. Esse cenário reflete a maturação da sociedade em relação aos cuidados essenciais para uma vida digna e confortável na velhice.

A economia prateada e a nova realidade

O avanço da 'economia prateada' influencia decisões de saúde e finanças. A meta atual não é apenas viver mais, mas viver bem. Independentência e autoestima tornam-se pilares do planejamento de vida nas próximas décadas para os idosos brasileiros.