Especialista Anderson Silva defende a união entre teoria e prática na formação jurídica, destacando a importância de habilidades como pensamento analítico e resolução de problemas.
Com o avanço da inteligência artificial, a teoria já não basta. O mercado jurídico e corporativo enfrenta um apagão de profissionais preparados para a execução prática. Anderson Silva, advogado, mestre em Direito Empresarial e professor, analisa como reduzir esse abismo entre universidade e mercado, unindo tecnologia e formação operacional.
Mesmo com a expansão do ensino superior o Censo da Educação Superior 2023 mostra mais de 9 milhões de estudantes matriculados os empregadores ainda têm dificuldade de encontrar profissionais com experiência prática. Para Anderson, a deficiência está na falta de conexão entre a teoria acadêmica e as demandas reais das empresas.
- 5 pontos-chave:
- A prática é tão importante quanto a teoria no mercado atual.
- O Fórum Econômico Mundial lista o pensamento analítico como uma das habilidades mais demandadas.
- A tecnologia acelera processos, mas não substitui o julgamento humano.
- A formação deve ser compartilhada entre faculdade e empresas.
- Anderson criou o DPT para unir ensino e prática.
Segundo o relatório Future of Jobs do Fórum Econômico Mundial, competências como pensamento analítico, aprendizagem contínua e resolução de problemas complexos estarão entre as mais valorizadas até o fim da década. Anderson reforça que a tecnologia pode acelerar uma tarefa, mas não substitui repertório, julgamento e responsabilidade. O profissional precisa aprender a utilizá-la para ampliar sua capacidade de entrega, diz.
Mais do que esperar mudanças na universidade, Anderson defende uma responsabilidade compartilhada. A empresa não pode esperar que o profissional chegue completamente pronto, assim como a universidade não consegue reproduzir toda a dinâmica do ambiente corporativo, afirma. Ele acredita que quanto maior o negócio, maior a necessidade de formar pessoas capazes de assumir responsabilidades e tomar decisões sem depender do fundador.
Ao longo de 12 anos atuando em operações jurídicas empresariais, Anderson acompanhou o crescimento do mercado paralegal, que reúne profissionais de apoio jurídico, como análise de documentos e gestão de processos. Ele percebeu que a principal dificuldade não é o conhecimento técnico, mas a ausência de experiências práticas. Isso o levou a criar o Desenvolvimento Para Todos (DPT), um ecossistema educacional com metodologias baseadas em situações reais de mercado.
O mercado não procura apenas pessoas que conheçam a legislação. A empresa cresce quando o conhecimento vira processo, gestão e resultado, conclui.
Anderson Silva é advogado, mestre em Direito Empresarial, professor, empresário e fundador do DPT. Por meio do DPT, ele estrutura iniciativas voltadas à formação de profissionais para o mercado jurídico e também para empreendedores, aproximando o ensino da realidade das operações e da gestão dos negócios.

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