Aline Dahlen, ex-BBB e tricampeã do fisiculturismo, avisa que seguir treinos e dietas sugeridos por inteligência artificial sem avaliação de profissionais coloca o corpo em risco devido à ignorância sobre genética, lesões e limites individuais.
A inteligência artificial passou a ser utilizada como personal trainer, nutricionista e até como criadora de corpos de famosos. No entanto, especialistas alertam que seguir essas orientações sem supervisão pode ser perigoso. Aline Dahlen, ex-participante do Big Brother Brasil e tricampeã no fisiculturismo, destaca os perigos dos treinos genéricos e dos exercícios virais que ignoram a individualidade de cada pessoa.
Para Dahlen, a tecnologia não substitui a avaliação profissional. Ela afirma que a IA pode ser útil como uma ferramenta inicial, mas que a orientação humana é essencial para garantir a segurança e a saúde do praticante. A atleta ressalta a importância de validar qualquer plano com profissionais qualificados.
- A IA ajuda a buscar informações, mas não avalia lesões passadas ou limitações físicas.
- Movimentos virais nas redes sociais podem ser inadequados para o seu corpo específico.
- Genética e estrutura corporal impede que todos alcancem o formato de corpo de celebridades.
- Exercícios básicos e bem executados trazem mais resultados do que modas fitness.
- Profissionais de academia e materiais de educadores físicos são opções seguras e acessíveis.
Informação não substitui prescrição profissional
Aline não vê a tecnologia como uma vilã, mas faz uma distinção clara entre pesquisar um tema e seguir uma receita pronta. Uma ficha de treino deve considerar objetivos individuais, nível de experiência, mobilidade e condições de saúde. Sem essa análise detalhada, até um exercício simples pode ser mal executado e causar danos. A mesma lógica se aplica à alimentação, onde sugestões automáticas não levam em conta as necessidades nutricionais únicas de cada pessoa.
Para quem não tem condições de contratar um personal trainer particular, a recomendação é buscar ajuda nos professores disponíveis na própria academia ou em conteúdo gratuito de profissionais de Educação Física. Antes de reproduzir um movimento visto na internet, é fundamental verificar a formação de quem está passando o conteúdo e perguntar se aquele exercício faz sentido para o seu corpo. O foco deve ser no básico bem feito, que é o que realmente gera resultados duradouros.
Influência nas redes não garante competência técnica
A atleta também critica a tendência de copiar exercícios apenas porque viralizaram nos media. Muitas pessoas tentam movimentos estranhos por influência de influenciadores, sem saber se há fundamento científico ou se a prática é segura. Acompanhar modas de beleza não é o mesmo que seguir orientação de saúde. Influenciadores podem falar sobre sua própria experiência, mas isso não os habilita a prescrever treinos para pessoas com históricos corporais diferentes.
Como a IA aprende com dados da internet, ela pode reproduzir esse mesmo erro, misturando informações sem conhecer o usuário do outro lado da tela. Por isso, Aline defende que a tecnologia seja usada apenas para formular perguntas e pesquisar conceitos, deixando a decisão final sobre a segurança dos exercícios para os profissionais de saúde.
O risco de querer ter corpo de famosa
Outro ponto de atenção é o uso da IA para criar treinos que prometem imitar o corpo de celebridades. Aline lembra que algoritmos não conseguem remover diferenças de genética, estrutura óssea e rotina de vida. Além disso, muitas imagens na internet envolvem edições e procedimentos estéticos que não são alcançados apenas com dieta e ginástica. A mensagem é que cada mulher deve usar o próprio corpo como base de comparação.
A busca constante por exercícios novos e diferentes acaba atrapalhando o progresso de quem realmente quer evoluir. Aline insiste que não é preciso inventar moda: existem poucos exercícios básicos que funcionam para a maioria das pessoas. A popularização da IA deve facilitar o acesso ao conhecimento, mas não pode desvalorizar o trabalho de quem se dedicou a estudar e formar-se para orientar a prática de atividades físicas com segurança.

Aline Dahlen alerta para os riscos de treinos criados por IA, afirmando que o toque humano é insubstituível


