03 de setembro de 2026

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Educação climática ajuda crianças a entender e superar crises ambientais

Geral Educação 03/09/2026 14:02 Silmara Casadei

Especialista destaca como escolas e famílias podem preparar novas gerações para lidar com extremos climáticos promovendo cooperação, criatividade e consciência ambiental, indo além de meras regras.

Com o avanço do El Niño e o aumento dos eventos climáticos extremos, preparar as novas gerações para lidar com essa realidade tornou-se uma necessidade urgente. A alfabetização climática não deve ser vista apenas como uma regra a ser seguida, mas como uma ferramenta que estimula a criatividade e a cooperação, permitindo que as crianças construam soluções coletivas para os problemas do planeta.


No mês de setembro, com a chegada da primavera, surgem novos alertas sobre o clima. De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), existe mais de 90% de probabilidade de que o fenômeno El Niño alcance uma intensidade muito forte nos próximos meses. Além disso, há 69% de chance de este ser um dos episódios mais intensos registrados desde 1950.

  • O El Niño deve ganhar força, com alto risco de ser um dos mais intensos desde 1950.
  • A educação climática ajuda a entender causas e consequências, não apenas decorar dados.
  • A criatividade e o reaproveitamento de materiais são ferramentas importantes no aprendizado.
  • A cooperação entre pessoas é fundamental para resolver problemas ambientais complexos.
  • O objetivo é formar cidadãos conscientes, que saibam agir e propor mudanças, e não apenas temer o futuro.

Entendendo os riscos do novo cenário climático

O alerta não está apenas nas previsões estatísticas. O ano de 2026 já apresenta uma sequência de eventos extremos em várias partes do mundo, incluindo ondas de calor, secas prolongadas, incêndios florestais e chuvas intensas para quem está crescendo agora.

Para a nova geração, compreender esse cenário deixará de ser apenas acompanhar noticias para se tornar uma necessidade do dia a dia. É nesse ponto que a alfabetização climática deixa de ser um assunto complementar na escola. Saber o que é uma onda de calor, por que uma floresta seca fica mais vulnerável ao fogo, de onde vem a água que chega às nossas casas ou como uma chuva intensa pode causar um desastre ajuda a compreender as relações de causa e consequência.

Esse conhecimento permite reconhecer riscos e tomar decisões mais responsáveis. Não se trata de formar especialistas em meteorologia desde cedo, mas de oferecer instrumentos para interpretar informações.

É essencial diferenci o conhecimento correto da desinformação e perceber que nossas escolhas pessoais fazem parte de um sistema muito maior.

Criatividade e reaproveitamento como aliadas

Existe uma dimensão fundamental no processo de aprendizado: ensinar a olhar para um problema sem enxergá-lo apenas como uma ameaça. Diante de uma garrafa, uma caixa de papelão, um pedaço de tecido ou uma embalagem que seria descartada, é possível perguntar: o que mais isso pode ser

O reaproveitamento de materiais é uma atividade simples, mas carrega uma aprendizagem importante: antes de descartar, podemos imaginar novas utilidades. Essa mudança de olhar aproxima a educação ambiental da criatividade. Cuidar do planeta não se resume a decorar regras.

Envolve observar, experimentar, criar, consertar, compartilhar e encontrar alternativas. Essa abordagem transforma o lixo em oportunidade e ensina a pensar de forma proativa.

A importância da cooperação e do futuro coletivo

O processo educacional também envolve convivência. Os desafios ambientais não serão enfrentados de forma individual. Economizar água, proteger uma área verde, lidar com uma enchente ou se preparar para uma onda de calor exige cooperação entre as pessoas.

Aprender a ouvir os outros, dividir responsabilidades e construir respostas coletivas também é uma forma de preparação para o futuro. Não podemos apresentar às novas gerações um amanhã feito apenas de catástrofes.

Precisamos ajudá-las a compreender o que está acontecendo e a participar ativamente da construção de respostas positivas. A consciência ambiental também é perceber que, diante de uma dificuldade, existe a possibilidade de procurar caminhos e soluções.

Se setembro marca a chegada de uma nova estação, pode ser também um convite para pensar em uma nova forma de educar: menos voltada para respostas prontas e mais capaz de despertar perguntas, criatividade e responsabilidade. Afinal, o futuro climático não será apenas aquele que vamos encontrar, mas também aquele que saberemos construir.