A médica Dra. Renata de Carvalho Kuntz explica como pequenas mudanças na rotina e o exemplo dos pais são fundamentais para formar hábitos alimentares seguros, prevenindo doenças e criando uma relação positiva e duradoura das crianças com a comida.
A alimentação na infância é um dos pilares mais importantes para o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional. É nessa fase que se formam hábitos que podem acompanhar a vida adulta, influenciando diretamente a saúde e a prevenção de doenças.
Com a rotina cada vez mais acelerada das famílias e a presença constante de alimentos ultraprocessados, especialistas alertam para a importância de atenção redobrada ao que vai para o prato das crianças.
- Não se trata de proibir alimentos, mas de criar uma relação equilibrada com a comida.
- Frutas, legumes e grãos devem ser a base da dieta para fortalecer a imunidade.
- O consumo excessivo de açúcar e sódio aumenta o risco de obesidade infantil.
- Horários regulares de refeições ajudam a reduzir a ansiedade alimentar.
- O exemplo dos pais é mais eficaz que qualquer orientação verbal.
Priorize alimentos naturais no dia a dia
A Dra. Renata de Carvalho Kuntz, pediatra e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, explica que não se trata de proibir alimentos, mas de construir uma relação equilibrada e consciente com a comida desde cedo.
A infância é o momento ideal para ensinar bons hábitos alimentares. Quando a criança aprende a reconhecer alimentos naturais, variados e nutritivos, ela tende a levar isso para a vida adulta. O mais importante é o exemplo dentro de casa e a constância, afirma a Dra. Renata.
Frutas, legumes, verduras, grãos e alimentos minimamente processados devem ser a base da alimentação infantil. Eles fornecem vitaminas, minerais e fibras essenciais para o crescimento.
Quanto mais natural for a alimentação, melhor. Alimentos frescos ajudam no desenvolvimento, fortalecem a imunidade e contribuem para o bom funcionamento do organismo, explica Dra. Renata.
Cuidado com o excesso de ultraprocessados
Biscoitos recheados, refrigerantes, salgadinhos e produtos industrializados em geral devem ser consumidos com moderação.
Esses alimentos têm alto teor de açúcar, sódio e gorduras ruins. O consumo frequente pode aumentar o risco de obesidade infantil e outros problemas de saúde, alerta a pediatra e docente.
Manter horários regulares para as refeições ajuda a criança a reconhecer sinais de fome e saciedade, além de evitar beliscos constantes ao longo do dia.
Ter uma rotina organizada contribui para o equilíbrio alimentar e reduz a ansiedade em relação à comida, destaca a Dra. Renata.
Exemplo domiciliar respeito ao ritmo infantil
As crianças aprendem muito mais pelo comportamento dos adultos do que por orientações verbais. Por isso, o exemplo dos pais é fundamental.
Não adianta pedir que a criança coma frutas se ela não vê isso no dia a dia da família. O comportamento dos pais é determinante na formação dos hábitos alimentares, reforça a médica pediatra e docente da Afya de Pato Branco.
Forçar a criança a comer ou impor restrições rígidas pode gerar uma relação negativa com a alimentação. O ideal é incentivar, mas sem pressão.
Cada criança tem seu ritmo e suas preferências. O papel dos pais é oferecer alimentos saudáveis e variados, sem transformar a refeição em um momento de conflito, orienta a Dra. Renata.
Mais do que seguir regras rígidas, a alimentação infantil deve ser vista como um processo de aprendizado contínuo. Pequenas mudanças no dia a dia podem ter grande impacto a longo prazo.
Não existe perfeição, existe equilíbrio. O importante é construir uma base saudável, com afeto, paciência e consistência, conclui a Dra. Renata, médica pediatra e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco.
Criar bons hábitos alimentares na infância é um investimento na saúde futura. Com informação, exemplo e equilíbrio, é possível formar crianças mais saudáveis e conscientes sobre suas escolhas alimentares.

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