02 de setembro de 2026

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Picada de cobra: o que fazer para não morrer

Geral Saúde 02/09/2026 09:40 Agência SP agenciasp.sp.gov.br

Saiba quais são os mitos perigosos sobre primeiros socorros para picada de cobra e entenda o procedimento correto para salvar vidas de acordo com a Secretaria de Saúde de São Paulo.

Costumamos ouvir mitos sobre como agir após ser picado por uma cobra, como sugar o veneno ou fazer torniquetes, mas essas práticas são perigosas e devem ser evitadas. O correto é seguir medidas simples e eficazes para garantir a segurança do ferido até a chegada do socorro médico.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), através do Centro de Vigilância Epidemiológica, reforça que a ação mais importante é procurar um atendimento médico imediatamente para a avaliação e a aplicação do soro antiveneno adequado. A rapidez é fundamental para evitar que a toxina cause complicações graves à saúde ou morte.

Além de buscar ajuda profissional, algumas medidas imediatas podem ser tomadas para manter a pessoa estável. Veja abaixo as principais orientações de segurança:

  • Lave apenas o ferimento com água e sabão.
  • Retire anéis, relógios e pulseiras para evitar que a circulação seja dificultada em caso de inchaço.
  • Mantenha a vítima em repouso absoluto.
  • Caso seja seguro, tire uma foto da cobra para ajudar na identificação do animal.
  • Nunca use torniquete, corte o local, tente sugar o veneno nem aplique substâncias caseiras.

Os perigosos mitos para evitar

Além das medidas positivas, é vital saber o que não se deve fazer. O uso de garrote, cortes profundos ou tentativas de extração do veneno só agravam a situação. Também é proibido aplicar álcool, folhas ou qualquer remédio caseiro, pois isso pode reter o veneno ou piorar a infecção local.

Alerta para a realidade em São Paulo

Os dados do Núcleo de Informação Estratégica em Saúde indicam uma realidade preocupante: em 2026, o estado já registrou mais de 1.400 acidentes com serpentes, resultando em cinco mortes. A maioria desses casos envolve serpentes botrópicas, muito comum em áreas litorâneas, rurais e margens de rios.

Os sintomas desses acidentes incluem intensa dor, inchaço, manchas roxas e sangramentos que podem ocorrer até na urina e nas gengivas. Para facilitar o socorro, a SES-SP disponibiliza uma ferramenta online para localizar o Ponto Estratégico de Soro Antiveneno mais próximo, garantindo que a vítima receba o tratamento específico e rápido.