Dados da Serasa Experian revelam que tentativas de roubo de identidade no setor de varejo dobraram na primeira metade de 2026, com fortes influências em telefonia e serviços financeiros.
As tentativas de roubo de identidade no setor de varejo aumentaram de forma alarmante no primeiro semestre de 2026, avançando mais de 120% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse salto foi o mais expressivo entre todos os segmentos analisados pelo Mapa da Fraude da Serasa Experian, o maior banco de dados de proteção antifraude do país.
Além do varejo, outros setores também registraram crescimento significativo. A telefonia teve alta de 51,4% nas irregularidades, enquanto o setor de serviços apresentou elevação de 40,2%. O dado preocupa porque mostra que os criminosos digitais estão atacando pontos de entrada comuns no dia a dia das pessoas, como a contratação de linhas e planos de celular.
- Fraude no varejo cresce 120,7% no primeiro semestre de 2026.
- Telefonia lidera crescimento por trás do varejo, com alta de 51,4%.
- Setor financeiro continua concentrando a maior quantidade de tentativas, com 61,1% do total.
- Meios de pagamento são o alvo principal dentro do mundo financeiro.
- Leandro Bartolassi alerta que o ambiente digital exige mais camadas de proteção.
Quem são os principais alvos dos golpistas
Apesar de o varejo ter liderado a velocidade do crescimento, o setor financeiro ainda concentra a maioria dos casos. De acordo com a Serasa, as categorias de Meios de Pagamento, Bancos e Cartões e Financeiras juntas representaram 61,1% de todas as tentativas de fraude identificadas no período. Sozinho, o segmento de Meios de Pagamento respondeu por 42,6% do volume total, seguido por Telefonia, que ficou com 22,1%, e pelas categorias de Bancos e Cartões.
Por que o problema está aumentando
Leandro Bartolassi, Diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude da Serasa Experian, explica que o roubo de identidade não acontece apenas em bancos. Ele pode ocorrer em qualquer lugar onde a pessoa precise provar quem é para acessar um serviço. Isso inclui a contratação de uma linha telefônica, a abertura de uma conta, o pedido de crédito, o cadastro de uma loja ou até o acesso a aplicativos de serviços variados.
Como cada vez mais serviços estão online, os fraudadores criam formas sofisticadas para burlar as proteções existentes. Bartolassi destaca que a migração de processos para o digital exige que as empresas usem diferentes camadas de segurança para validar a identidade real do usuário, reduzindo a chance de que um nome ou documento falso passe desapercebido.
Como o estudo foi feito
O levantamento refere-se a 2.860.957 tentativas registradas no primeiro semestre de 2026. A metodologia considera apenas as fraudes detectadas durante o processo de cadastro e validação de identidade, conhecido como onboarding. Isso significa que o estudo não inclui tentativas de fraude que só são descobertas depois, durante compras, pagamentos ou transferências financeiras. Além disso, uma categoria chamada 'Outros' foi excluída da análise de tendência porque ainda está em fase de consolidação de dados.

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