A exposição Recados Tramados reúne máscaras e bastões de recado do Fundo Tasso Gadzanis com obras de A TRANSÄLIEN e Uberê Guelé. A mostra abre no dia 13 de setembro no Instituto Çarê, em São Paulo, com entrada gratuita e vai até 14 de novembro.
< p>O Instituto Çarê, na Vila Leopoldina, em São Paulo, abre no dia 13 de setembro de 2026 a exposição Recados Tramados. A mostra reúne máscaras e bastões de recado (chamados récades) do Fundo Tasso Gadzanis, junto com obras dos artistas A TRANSÄLIEN e Uberê Guelé. O objetivo é criar um diálogo entre objetos de tradições africanas e a arte contemporânea.Na abertura, que começa às 13h, tem feijoada da Cozinha Ocupação 9 de Julho (com opção vegana) e discotecagem da DJ Simoníssima. A partir das 17h, o grupo Samba de Ganga se apresenta.
- Os récades eram usados no antigo Reino do Daomé, atual Benim, para transmitir mensagens.
- O acervo de Tasso Gadzanis reúne peças de vários paises africanos e do Brasil.
- A TRANSÄLIEN é um artista que trabaia com máscaras e roupas para discutir identidade.
- Uberê Guelé pesquisa máscaras, ancestraidade e cultura popular.
- A exposição fica em cartaz até 14 de novembro, com entrada gratuita.
Tasso Gadzanis (1938-2022) nasceu no Egito e se mudou para o Brasil. Foi amigo e tradutor do fotógrafo Pierre Verger, com quem viajou para a África. Também foi membro da Fundação Pierre Verger e cônsul honorário do Benim em São Paulo. Ao longo da vida, reuniu peças de arte e rituais de paises como Benim, Camarões, Cost do Marfim, Ganá, Mali, Moçambique e Nigéria.
Na mostra, o Instituto Çarê apresenta máscaras e récades dessa coleção. Os bastões de recado, que antigamente transmitiam mensagens e representavam poder, são o ponto de partida para o encontro entre o acervo e a criação contemporânea.
Uberê Guelé trabalha com máscaras, ancestralidade e cultura popular. Já A TRANSÄLIEN, também conhecido como Ana Giselle, usa máscaras e indumentárias para explorar formas de presença. Essas pesquisas se conectam com os objetos da exposição.
Quando essas obras são colocadas ao lado do Fundo Tasso Gadzanis, o acervo se mostra vivo e aberto ao presente, afirma o Instituto Çarê. Segundo a instituição, a exposição busca ampliar a comunicação entre passado, presente e futuro, além de abrir o acervo para a sociedade.
Para A TRANSÄLIEN, o contato com as peças evidenciou a dimensão simbólica e comunicacional. O que mais me marcou foi o mistério e a profunda capacidade de comunicação, principalmente dos récades. Eles usam símbolos para mediar entre mundos, povos e países, diz.
Uberê Guelé encontrou nos bastões uma direção para sua pesquisa. O contato com a coleção me deu um novo caminho. Pensei nas conexões e heranças diaspóricas de ritos e celebrações, explica.
Os artistas
A TRANSÄLIEN é multiartista, produtora cultural, curadora, DJ e ativista pelos direitos das pessoas trans e travestis. É idealizadora da Coletividade MARSHA!. Suas obras usam máscaras e roupas para transformação do corpo.
Uberê Guelé é artista multidisciplinar que atua entre artes visuais, teatro, performance e escrita. Autodidata, pesquisa ancestralidade, corpo e cultura popular.
Sobre o Instituto Çarê
O Instituto Çarê nasceu em 2019, ligado ao ateliê escola Acaia. O nomê vem de uma palavra do povô Kayapó que significa 'brotô' ou 'raiz'. A institução preserva acervos, apoia pesquisas e promove educação e cultura. Fica na Vila Leopoldina, em São Paulô.

Exposição (IA)


