Instituições financeiras têm até 31 de dezembro de 2026 para se adaptar à Resolução 18 do Banco Central, que exige controle rigoroso das informações. Especialistas apontam desafios e a necessidade de investir em gestão de dados.
Bancos e fintechs brasileiros estão correndo contra o tempo para se adaptar a uma nova regra do Banco Central. A Resolução Conjunta nº 18, publicada em 2025, estabelece o prazo até 31 de dezembro de 2026 para que todas as instituições financeiras implementem políticas rigorosas de governança e qualidade de dados. A medida, que já está em vigor, exige das empresas um nível de controle e organização de informações que a maioria ainda não possui.
Na prática, o Banco Central quer garantir que toda informação usada pelas instituições seja confiável, rastreável e auditável. Isso significa que os bancos precisam saber exatamente de onde vêm seus dados, como eles são transformados e quem é o responsável por cada etapa do processo. Um desafio considerável para um setor que ainda trabalha com sistemas legados e processos manuais.
5 pontos rápidos para entender a nova regra
- O prazo final para adequação é 31 de dezembro de 2026
- A norma exige a criação de uma política formal de qualidade de dados
- Instituições precisam documentar todos os fluxos de informação
- Bancos investirão R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026
- Governança de dados é pré-requisito para uso seguro de inteligência artificial
O setor financeiro brasileiro vive um paradoxo. Ao mesmo tempo em que investe bilhões em tecnologia e inovação, a maioria das instituições ainda trata seus dados de forma amadora. A pesquisa mais recente da Febraban mostra que os bancos devem investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia neste ano, com destaque para cibersegurança e inteligência artificial. No entanto, consultorias especializadas apontam que a média de maturidade em governança de dados do setor é de apenas 1,5 em uma escala de 1 a 4.
O que a nova regra do Banco Central exige
A Resolução Conjunta nº 18 determina que todas as instituições financeiras autorizadas a funcionar no país criem uma política formal de qualidade de dados. Essa política precisa definir claramente quem é responsável por cada informação, como os dados são tratados e quais evidências comprovam que eles são confiáveis. O objetivo é que o Banco Central possa rastrear qualquer informação utilizada nas operações.
Segundo especialistas, a maioria das instituições ainda está no nível

(IA)


