31 de agosto de 2026

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FOMO: a síndrome que impede uma geração de viver o presente

Geral 31/08/2026 18:07 Carolina Lara (Lara Comunicação)

Pesquisas mostram que o medo de ficar de fora (FOMO) está ligado à ansiedade e à depressão, fazendo a mente viver no futuro e impedindo aproveitar o presente.

Pesquisas recentes mostram que o medo de ficar de fora (FOMO) está associado a sintomas de ansiedade e depressão. Esse fenômeno faz a mente viver constantemente no futuro, em vez de aproveitar o momento atual.

Dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), com base no INSS, indicam que em 2025 o Brasil registrou cerca de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da última década. Estudos internacionais também apontam que o FOMO é um comportamento frequente, ligado ao aumento do sofrimento psicológico.

  • O FOMO é caracterizado pela sensação constante de estar perdendo informações ou oportunidades.
  • Uma pesquisa de 2026, publicada na revista PsyCh Journal, analisou 3.108 universitários e relacionou a dimensão "Information Fear of Missing Out" com ansiedade e depressão.
  • Outro estudo, no International Journal of Mental Health and Addiction, encontrou associação entre diferentes dimensões do FOMO e sofrimento psicológico.
  • A especialista Elainne Ourives explica que o problema não está nas redes sociais, mas no estado de antecipação constante.
  • Para ela, reconhecer esse padrão é o primeiro passo para interromper o ciclo e voltar a viver o presente.

Segundo a psicanalista Elainne Ourives, o problema ocorre quando a mente aprende que aquilo que falta é mais importante do que o que já se tem. "Quando a felicidade depende da próxima conquista, nenhuma experiência produz sentido de plenitude", diz.

Ela também alerta para os sinais: dificuldade de descansar sem culpa, necessidade de verificar informações o tempo todo, sensação de atraso em relação aos outros e ansiedade por perder oportunidades. Além do FOMO, a adaptação hedônica faz com que conquistas rapidamente percam o efeito de satisfação.

Para a especialista, o contrário do FOMO não é viver desconectado, mas recuperar a capacidade de estar inteiro no presente. "Enquanto a mente acreditar que a vida verdadeira começa depois da próxima conquista, nenhuma experiência será suficiente", conclui.