Com o aumento dos afastamentos por problemas de saúde mental no Brasil, a advogada Priscila Arraes Reino publicou o livro 'Burnout tem lei', um guia prático que ensina trabalhadores a identificar sinais de esgotamento, documentar o adoecimento e defender seus direitos diante de empresas, INSS e tribunais.
No Brasil, os transtornos de saúde mental já representam um em cada sete afastamentos no trabalho. É diante desse cenário que a advogada trabalhista e previdenciária Priscila Arraes Reino lança Burnout tem lei, um livro voltado a orientar colaboradores sobre como reconhecer sinais de adoecimento ligados ao trabalho, entender seus direitos e agir de forma estratégica diante da empresa, do INSS e dos profissionais de saúde envolvidos no acompanhamento.
O tema ganha ainda mais força com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que agora exige das empresas atenção aos riscos psicossociais no ambiente profissional. Segundo a autora, muitos profissionais só percebem a gravidade do problema quando já perderam a capacidade de manter uma rotina mínima de trabalho.
- No Brasil, transtornos de saúde mental já representam 1 em cada 7 afastamentos no trabalho.
- A NR-1, norma de segurança do trabalho, agora exige que as empresas monitorem riscos psicossociais.
- O livro é escrito em linguagem simples, sem termos jurídicos complicados.
- A autora tem mais de 25 anos de atuação na defesa de trabalhadores com doenças ocupacionais.
- Um dos maiores erros é achar que apenas um laudo médico comprova que a doença foi causada pelo trabalho.
Como o burnout se constrói ao longo do tempo
O adoecimento costuma acontecer de forma cumulativa, explica a advogada. Mensagens fora do horário, pressão constante, metas abusivas, crises recorrentes, receitas médicas, afastamentos curtos e acompanhamento psicológico ajudam a construir a trajetória desse esgotamento. Um dos maiores erros, afirma, é acreditar que apenas um laudo médico basta para comprovar que a doença foi causada pelo ambiente corporativo.
O que o livro traz
Escrito em linguagem clara e acessível, Burnout tem lei busca traduzir para o leitor um universo que normalmente fica restrito a advogados, peritos e tribunais. A obra apresenta orientações práticas sobre como agir desde os primeiros sinais de esgotamento, explica como funcionam os processos trabalhistas e previdenciários e detalha quais direitos podem surgir quando a atividade desempenhada contribui para o desenvolvimento ou agravamento de um problema de saúde mental.
A cultura do excesso no trabalho
Com mais de 25 anos de atuação na defesa de trabalhadores com doenças ocupacionais e acidentes de trabalho, a advogada afirma que existe uma cultura de normalização do excesso, em que muitos aprendem a chamar esgotamento de comprometimento profissional. Essa realidade levou a especialista a transformar informação jurídica em ferramenta de proteção.
Por que isso importa
Priscila Arraes Reino defende que trabalhadores adoecidos precisam compreender seus direitos antes que a situação evolua para rupturas profissionais, financeiras e emocionais mais graves. Burnout tem lei dialoga com um cenário em que a saúde mental passou a ocupar espaço estratégico nas discussões sobre governança corporativa, gestão de risco, sustentabilidade das relações de trabalho e responsabilidade social das empresas.

Divulgação/AssedioNet




