28 de agosto de 2026

??ºC Tempo São Paulo - SP São Paulo - SP
??ºC Tempo Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro - RJ
??ºC Tempo Salvador - BA Salvador - BA

Setembro em Flor: foco na prevenção dos cânceres ginecológicos

Geral Setembro 28/08/2026 09:30 Dr. Ângelo Bezerra Fonte: Vokari Press

Campanha alerta para a importância da informação, prevenção e diagnóstico precoce dos cânceres ginecológicos, como colo do útero, endométrio e ovários, com orientação de especialistas.

Setembro em Flor: conscientização sobre cânceres ginecológicos

Setembro em Flor é uma campanha que visa ampliar a conscientização sobre os cânceres ginecológicos e reforçar a importância de informações, prevenção, acompanhamento médico regular e diagnóstico precoce para a saúde das mulheres.

Entre os principais tipos estão tumores que afetam o colo do útero, endométrio, ovários, vulva e vagina. Cada um tem fatores de risco, formas de prevenção e tratamentos diferentes.

Segundo o oncologista Dr. Ângelo Bezerra, conhecer os fatores de risco e sinais é fundamental para buscar atendimento médico no momento certo. Existem várias vezes em que não há uma única estratégia de prevenção para todos os tipos, explica o especialista.

HPV e câncer do colo do útero

O câncer do colo do útero está fortemente ligado à infecção persistente pelo HPV, especialmente tipos 16 e 18. Segundo o INCA, a doença é uma das mais comuns entre mulheres brasileiras, com previsão de cerca de 19,3 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028, com maior incidência no Norte e Nordeste. Ter HPV não significa ter câncer; a infecção muitas vezes some sozinha, mas a persistência de tipos de alto risco pode levar a alterações nas células ao longo dos anos.

A vacinação contra o HPV é uma das principais formas de prevenção. O rastreamento regular também ajuda a identificar alterações que podem ser tratadas antes de evoluírem para câncer.

Outros tumores e seus fatores de risco

No câncer de endométrio, fatores como obesidade, diabetes, exposição prolongada ao estrogênio sem oposição da progesterona, menopausa tardia e síndrome dos ovários policísticos aumentam o risco. Condições hereditárias, como a síndrome de Lynch, também podem estar relacionadas à doença.

No câncer de ovário, idade, histórico familiar e alterações genéticas hereditárias (BRCA1/BRCA2) são fatores relevantes. Conhecer o histórico familiar pode indicar necessidade de avaliações específicas para síndromes hereditárias.

Sinais de alerta

Sintomas como sangramento vaginal após a menopausa, sangramentos entre as menstruações ou após relação sexual, corrimento com sangue, dor pélvica, inchaço abdominal e alterações persistentes nos hábitos intestinais ou urinários devem ser avaliados por um médico. Não é necessário viver com medo, mas é essencial ficar atento a alterações novas, persistentes ou progressivas.

Rastreamento e prevenção

Não existe um único exame que rastreie todos os cânceres ginecológicos. No colo do útero, o Papanicolau por muitos anos foi o método principal. Hoje as diretrizes nacionais estão adotando o teste molecular para detecção do DNA do HPV como método primário de rastreamento, com o Papanicolau como alternativa onde o teste já não estiver disponível. Cada câncer exige uma estratégia própria, e o acompanhamento ginecológico é essencial.

Vacinação e hábitos saudáveis

A vacinação contra o HPV, manter o peso adequado, atividade física regular, não fumar e controlar doenças metabólicas ajudam a reduzir o risco de vários cânceres ginecológicos. O tratamento, quando identificado em estágio inicial, tem maiores chances de cura e pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou combinações, com possibilidades de preservar fertilidade em alguns casos.

O diagnóstico precoce é decisivo para mudar a história da paciente. Falar sobre vacinação, prevenção, sintomas, rastreamento e diagnóstico precoce é uma ferramenta importante de proteção.

  • HPV é o principal fator ligado ao colo do útero, mas não garante cancer.
  • Estimativas apontam alto impacto regional no Norte e Nordeste.
  • A vacinação é uma das principais formas de prevenção.
  • Rastreamento não substitui avaliação clínica de sintomas persistentes.
  • Estágios iniciais aumentam as chances de cura com tratamentos menos invasivos.