A inteligência artificial virou realidade no setor financeiro brasileiro, com mais de 80% das instituições usando a tecnologia e investimentos acima de R$ 50 bilhões. O desafio agora é usar a IA com segurança, controle e independência tecnológica e o software livre (open source) é a chave para isso.
A inteligência artificial deixou de ser promessa e virou realidade no setor financeiro brasileiro. Segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, feita pela Deloitte, mais de 80% das instituições financeiras já usam IA, e os investimentos em tecnologia devem passar de R$ 50 bilhões. As aplicações vão desde análise de crédito e prevenção a fraudes até o Open Finance, atendimento ao cliente e hiperpersonalização de serviços.
A corrida pela IA já começou, mas a preocupação dos executivos mudou. O desafio agora não é apenas adotar novas ferramentas, e sim transformar a tecnologia em um trunfo estratégico sem abrir mão da segurança, do cumprimento das regras e do controle sobre os dados.
- Mais de 80% dos bancos brasileiros já utilizam inteligência artificial em seus processos.
- O setor deve investir mais de R$ 50 bilhões em tecnologia.
- IA é usada em análise de crédito, prevenção a fraudes, Open Finance e atendimento.
- O foco agora é usar a tecnologia com segurança e dentro das regras.
- O software livre evita a dependência de um único fornecedor e fortalece a soberania digital.
Nos primeiros anos, o interesse estava concentrado na capacidade dos modelos e em descobrir novos usos para a tecnologia. Hoje, a prioridade é operar esses sistemas de forma segura e sustentável. A infraestrutura precisa proteger os dados, cumprir as regras e garantir que a inovação não dependa de um único fornecedor.
É aí que entra o software livre, ou open source. Por ser um código aberto e transparente, ele permite que as empresas entendam como a tecnologia funciona, adaptem às suas necessidades e evitem a dependência de um único fabricante. No setor bancário, isso é essencial para manter a segurança e atender às exigências dos órgãos reguladores.
O futuro da tecnologia nos bancos não será definido apenas por quem usar IA primeiro, mas por quem conseguir construir uma base tecnológica aberta e segura, capaz de proteger dados e permitir inovação com liberdade e transparência.
Por Marcos Lacerda, presidente da SUSE América Latina

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