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Medicina regenerativa: em quais casos ela pode evitar uma cirurgia?

Geral Medicina 25/08/2026 06:58 Dr. Augusto Bravin

Especialista explica quando tratamentos biológicos e estratégias de preservação articular podem ser alternativas aos procedimentos cirúrgicos na ortopedia.

Medicina regenerativa: em quais casos ela pode evitar uma cirurgia

A medicina regenerativa é uma área que reúne estratégias destinadas a favorecer os mecanismos naturais de reparo e recuperação do organismo. Na ortopedia, algumas dessas abordagens vêm sendo utilizadas como parte do tratamento de determinadas lesões musculoesqueléticas, principalmente com o objetivo de reduzir a dor, melhorar a função e preservar articulações e tecidos.

Em pacientes criteriosamente selecionados, essas terapias podem ampliar as possibilidades de tratamento conservador e, em algumas situações, adiar ou até evitar a necessidade de uma cirurgia.

  • As terapias regenerativas são indicadas para casos específicos, como artrose inicial ou moderada, tendinopatias crônicas, lesões de cartilagem, lesões ligamentares parciais, fascite plantar e lesões musculares.
  • O tratamento pode ser combinado com fisioterapia, controle de carga, infiltrações e ondas de choque, sempre com objetivo de aliviar sintomas e preservar a articulação.
  • Entre as alternativas utilizadas estão os ortobiológicos, como o plasma rico em plaquetas (PRP), que melhoram o ambiente biológico da região lesionada.
  • A indicação depende do diagnóstico, do estágio da lesão e das características individuais de cada paciente.
  • Em casos de lesões completas, deformidades ósseas importantes, instabilidade articular significativa ou artrose avançada, a cirurgia ainda é necessária.

Ortopedista destaca que a medicina regenerativa não substitui a cirurgia em todas as situações. A decisão é baseada em uma estratégia individualizada, considerando idade, nível de atividade física, demanda esportiva ou profissional, intensidade dos sintomas e resposta a tratamentos anteriores.

Para o especialista, o avanço dessas terapias amplia as opções entre simplesmente conviver com a dor e partir diretamente para um procedimento cirúrgico, permitindo uma relação mais equilibrada entre benefício, segurança e recuperação funcional para cada paciente.

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Crédito: Dr. Augusto Bravin

Mais informações:

Área de atuação: Ortopedia e Traumatologia, especialista em cirurgia do pé e tornozelo.

Formação resumida: Médico formado pela USP de Ribeirão Preto, com residência em Ortopedia e Traumatologia, especialização em Cirurgia do Pé e Tornozelo pelo IAMSPE e aperfeiçoamentos internacionais em cirurgia minimamente invasiva e artroscopia na Espanha. Mestre em Ciências da Saúde.