24 de agosto de 2026

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Burnout deixa tabu para trás e vira tema de disputas trabalhistas

Geral Burnout 24/08/2026 13:58 Ana Paula Gonçalves

Aumento de afastamentos por saúde mental amplia o debate sobre condições de trabalho e a aplicação da NR-1 nas empresas, com foco em metas, jornadas e pressão no dia a dia.

Enquanto banqueiros e bancários se reúnem nesta segunda-feira (24/8) para uma nova rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada 2026, após a paralisação de 24 horas realizada na última quinta (20/8), a categoria segue no centro de um debate que vai além do reajuste salarial: as condições de trabalho e o impacto psicológico da rotina no setor financeiro.

Entre as pautas da mobilização estão metas abusivas, jornadas invasivas e pressão constante fatores diretamente ligados ao adoecimento ocupacional e ao burnout. O tema ganhou força este ano com a atualização da NR-1, que passou a exigir das empresas atenção formal aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

Para tratar do assunto, sugiro Priscila Arraes Reino, advogada trabalhista e previdenciária com mais de 25 anos de atuação na defesa de profissionais que adoeceram ou sofreram acidentes no trabalho. Ela é autora do livro "Burnout tem lei", que orienta trabalhadores a reconhecer sinais de esgotamento, documentar o adoecimento e entender seus direitos frente à empresa, ao INSS e aos profissionais de saúde envolvidos.

Priscila pode contextualizar, sob a perspectiva jurídica, como categorias sob alta pressão como os bancários, que citam metas e cobranças constantes entre suas reivindicações se relacionam com o aumento de afastamentos por saúde mental.

Conte comigo para alinhar um bate-papo ou solicitar aspas da especialista!

Abraços,
Ana Paula Gonçalves
(11) 93248-5622

Burnout deixa de ser tabu e vira disputa trabalhista dentro das empresas

Com explosão dos afastamentos por saúde mental e pressão da NR-1, advogada Priscila Arraes Reino lança livro que orienta trabalhadores a documentar o adoecimento

No Brasil, os transtornos por saúde mental representam um em cada sete afastamentos no trabalho. É nesse contexto que a advogada trabalhista e previdenciária Priscila Arraes Reino lança Burnout tem lei, obra voltada a orientar colaboradores sobre como reconhecer sinais de adoecimento relacionados ao ofício, entender seus direitos e agir de forma estratégica diante da empresa, do INSS e dos profissionais envolvidos no acompanhamento da sua saúde.

O assunto ganha ainda mais força com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a exigir atenção aos riscos psicossociais no ambiente profissional. Segundo a autora, muitos profissionais só percebem a gravidade do problema quando já perderam a capacidade de manter uma rotina mínima de trabalho. Um dos maiores erros, afirma, é acreditar que apenas um laudo médico basta para comprovar que a doença foi causada pelo ambiente corporativo.

O adoecimento costuma acontecer de forma cumulativa. Mensagens fora do horário, pressão constante, metas abusivas, crises recorrentes, receitas médicas, afastamentos curtos e acompanhamento psicológico ajudam a construir a trajetória desse esgotamento, explica.

Escrito em linguagem clara, acessível e sem juridiquês, Burnout tem lei busca traduzir para o leitor um universo que normalmente fica restrito a advogados, peritos e tribunais. A obra apresenta orientações práticas sobre como agir desde os primeiros sinais de esgotamento, explica como funcionam os processos trabalhistas e previdenciários e detalha quais direitos podem surgir quando a atividade desempenhada contribui para o desenvolvimento ou agravamento de um problema de saúde mental.

Com mais de 25 anos de atuação na defesa de trabalhadores com doenças ocupacionais e acidentes de trabalho, a advogada afirma que existe uma cultura de normalização do excesso, em que muitos aprendem a chamar esgotamento de comprometimento profissional. Essa realidade levou a especialista a transformar informação jurídica em ferramenta de proteção.

Priscila Arraes Reino defende que trabalhadores adoecidos precisam compreender seus direitos antes que a situação evolua para rupturas profissionais, financeiras e emocionais mais graves. Burnout tem lei dialoga com um cenário em que saúde mental passou a ocupar espaço estratégico nas discussões sobre governança corporativa, gestão de risco, sustentabilidade das relações de trabalho e responsabilidade social das empresas.

Ficha técnica

Título: Burnout tem lei
Autoria: Priscila Arraes Reino 
Editora: AssedioNet
ISBN/ASIN: 978-65-983419-7-8
Páginas: 293
Preço: R$ 68,99
Onde encontrar: Amazon 

Sobre a autora

Priscila Arraes Reino é advogada há mais de 25 anos e atua nas áreas trabalhista e previdenciária, com foco na defesa de profissionais que adoeceram ou sofreram acidentes em decorrência de suas funções. Especialista pela Escola da Magistratura do TRT da 24ª Região desde 2007, dedica-se ao estudo da responsabilidade do empregador em casos de acidentes e patologias laborais.

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