Uma nova pesquisa brasileira revela que a forma de aplicar o hormônio pode mudar o resultado do tratamento da menopausa. Entenda as diferenças entre implante e adesivo transdérmico e como escolher o melhor.
A cena é comum: duas mulheres recebem a mesma receita de terapia hormonal para a menopausa, mas depois de alguns meses, uma se sente muito melhor e a outra não. A diferença não está na dose, mas na maneira como o hormônio é absorvido pelo corpo.
Fabiane Berta, ginecologista e pesquisadora do Registro Embrace, o primeiro levantamento nacional sobre menopausa no Brasil, explica que a escolha entre o implante e o adesivo transdérmico deve levar em conta a rotina de cada mulher.
- O implante libera hormônio de forma contínua, sem precisar lembrar de aplicar todos os dias.
- O adesivo transdérmico é aplicado sobre a pele e o efeito dura cerca de 48 horas.
- O implante é melhor para quem tem rotina imprevisível ou não quer se preocupar.
- O adesivo permite ajuste fino e pode ser interrompido mais rápido.
- A escolha também depende da progestina, um hormônio que influencia a segurança do tratamento.
Implante subcutâneo
O estradiol, principal hormônio da terapia, pode ser administrado de diferentes formas. O implante subcutâneo funciona como um reservatório colocado sob a pele, mantendo o nível do hormônio estável.
Via transdérmica
Já o adesivo transdérmico entrega o hormônio diretamente na corrente sanguínea, sem passar pelo fígado, sendo indicado para mulheres com risco de trombose ou problemas no fígado. Porém, é preciso aplicar todos os dias, porque depois de 48 horas o efeito diminui.
Qual é melhor
Não existe uma via melhor do que a outra. O implante oferece constância, o adesivo oferece flexibilidade. A médica sugere que a paciente pergunte: por quanto tempo eu preciso que isso funcione, considerando minha rotina
O papel da progestina
Além disso, a progestina, que é combinada ao estrogênio, também faz diferença. Ela pode causar efeitos colaterais e até fazer a mulher desistir do tratamento. Por isso, a escolha deve ser personalizada.
Conclusão
Para Fabiane, a receita ideal é pensar na vida da paciente. Prescrição inteligente é raciocínio clínico que considera a rotina de quem vai usar o tratamento, afirma.

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