24 de agosto de 2026

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Pesquisa inédita explica como escolher o tratamento certo para a menopausa

Geral Menopausa 24/08/2026 12:10 Mayara Rodrigues (Máxima Assessoria de Imprensa)

Uma nova pesquisa brasileira revela que a forma de aplicar o hormônio pode mudar o resultado do tratamento da menopausa. Entenda as diferenças entre implante e adesivo transdérmico e como escolher o melhor.

A cena é comum: duas mulheres recebem a mesma receita de terapia hormonal para a menopausa, mas depois de alguns meses, uma se sente muito melhor e a outra não. A diferença não está na dose, mas na maneira como o hormônio é absorvido pelo corpo.

Fabiane Berta, ginecologista e pesquisadora do Registro Embrace, o primeiro levantamento nacional sobre menopausa no Brasil, explica que a escolha entre o implante e o adesivo transdérmico deve levar em conta a rotina de cada mulher.

  • O implante libera hormônio de forma contínua, sem precisar lembrar de aplicar todos os dias.
  • O adesivo transdérmico é aplicado sobre a pele e o efeito dura cerca de 48 horas.
  • O implante é melhor para quem tem rotina imprevisível ou não quer se preocupar.
  • O adesivo permite ajuste fino e pode ser interrompido mais rápido.
  • A escolha também depende da progestina, um hormônio que influencia a segurança do tratamento.

Implante subcutâneo

O estradiol, principal hormônio da terapia, pode ser administrado de diferentes formas. O implante subcutâneo funciona como um reservatório colocado sob a pele, mantendo o nível do hormônio estável.

Via transdérmica

Já o adesivo transdérmico entrega o hormônio diretamente na corrente sanguínea, sem passar pelo fígado, sendo indicado para mulheres com risco de trombose ou problemas no fígado. Porém, é preciso aplicar todos os dias, porque depois de 48 horas o efeito diminui.

Qual é melhor

Não existe uma via melhor do que a outra. O implante oferece constância, o adesivo oferece flexibilidade. A médica sugere que a paciente pergunte: por quanto tempo eu preciso que isso funcione, considerando minha rotina

O papel da progestina

Além disso, a progestina, que é combinada ao estrogênio, também faz diferença. Ela pode causar efeitos colaterais e até fazer a mulher desistir do tratamento. Por isso, a escolha deve ser personalizada.

Conclusão

Para Fabiane, a receita ideal é pensar na vida da paciente. Prescrição inteligente é raciocínio clínico que considera a rotina de quem vai usar o tratamento, afirma.