24 de agosto de 2026

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Congelamento de ovários pode adiar a menopausa, mas ainda é experimental

Geral Menopausa 24/08/2026 11:47 Clínica Genics

A técnica de congelar tecido ovariano já é usada para preservar a fertilidade de mulheres com câncer, mas no Brasil só é permitida em pesquisas. No exterior, cientistas estudam usá-la para retardar a menopausa, mas ainda faltam evidências de segurança.

O congelamento de tecido ovariano já é usado no Brasil há anos para preservar a fertilidade de pacientes que vão fazer quimioterapia.

Segundo o ginecologista Edvaldo Cavalcante, da Clínica Genics, a técnica deixou de ser experimental e já ajudou a nascer centenas de bebês, principalmente em mulheres que vão perder a função dos ovários por causa de tratamento médico.

  • O congelamento de tecido ovariano é usado para preservar a fertilidade em mulheres com câncer.
  • No Brasil, a técnica só é permitida em pesquisas aprovadas.
  • Mais de 70% das mulheres recuperam a função dos ovários após o transplante.
  • Já nasceram mais de 200 bebês com essa técnica.
  • O uso para adiar a menopausa ainda é experimental.

Por que no Brasil é diferente

No Brasil, essa técnica não é liberada para uso geral. O CFM só permite dentro de estudos de pesquisa, então nenhuma mulher pode congelar para adiar a menopausa.

A ideia de adiar a menopausa

No exterior, pesquisadores testam congelar o tecido jovem e reimplantá-lo aos 50 anos, para retardar a menopausa em mulheres saudáveis.

Um estudo matemático de 2024 estimou que o efeito é maior em mulheres jovens.

O ginecologista Cavalcante alerta que ainda não há segurança comprovada.

Números que impressionam

Uma revisão de 85 estudos mostrou que 70% das mulheres tiveram retorno da função ovariana, com 37% de gravidez e 28% de nascidos vivos.

Já nasceram mais de 200 bebês, mas nenhum caso foi para adiar a menopausa. O transplante também ajuda a produzir hormônios e aliviar sintomas da menopausa precoce.

Debate sobre o uso em saudáveis

O uso em mulheres saudáveis ainda é discutido. Não há evidências de que seja melhor que a terapia hormonal tradicional.

Philip Wolff, da Genics, diz que a clínica está se especializando para oferecer o procedimento no futuro, mas que ainda há muita pesquisa pela frente.