A técnica de congelar tecido ovariano já é usada para preservar a fertilidade de mulheres com câncer, mas no Brasil só é permitida em pesquisas. No exterior, cientistas estudam usá-la para retardar a menopausa, mas ainda faltam evidências de segurança.
O congelamento de tecido ovariano já é usado no Brasil há anos para preservar a fertilidade de pacientes que vão fazer quimioterapia.
Segundo o ginecologista Edvaldo Cavalcante, da Clínica Genics, a técnica deixou de ser experimental e já ajudou a nascer centenas de bebês, principalmente em mulheres que vão perder a função dos ovários por causa de tratamento médico.
- O congelamento de tecido ovariano é usado para preservar a fertilidade em mulheres com câncer.
- No Brasil, a técnica só é permitida em pesquisas aprovadas.
- Mais de 70% das mulheres recuperam a função dos ovários após o transplante.
- Já nasceram mais de 200 bebês com essa técnica.
- O uso para adiar a menopausa ainda é experimental.
Por que no Brasil é diferente
No Brasil, essa técnica não é liberada para uso geral. O CFM só permite dentro de estudos de pesquisa, então nenhuma mulher pode congelar para adiar a menopausa.
A ideia de adiar a menopausa
No exterior, pesquisadores testam congelar o tecido jovem e reimplantá-lo aos 50 anos, para retardar a menopausa em mulheres saudáveis.
Um estudo matemático de 2024 estimou que o efeito é maior em mulheres jovens.
O ginecologista Cavalcante alerta que ainda não há segurança comprovada.
Números que impressionam
Uma revisão de 85 estudos mostrou que 70% das mulheres tiveram retorno da função ovariana, com 37% de gravidez e 28% de nascidos vivos.
Já nasceram mais de 200 bebês, mas nenhum caso foi para adiar a menopausa. O transplante também ajuda a produzir hormônios e aliviar sintomas da menopausa precoce.
Debate sobre o uso em saudáveis
O uso em mulheres saudáveis ainda é discutido. Não há evidências de que seja melhor que a terapia hormonal tradicional.
Philip Wolff, da Genics, diz que a clínica está se especializando para oferecer o procedimento no futuro, mas que ainda há muita pesquisa pela frente.

Clínica Genics


