A blefaroplastia é uma cirurgia plástica para corrigir aspectos dos olhos, como excesso de pele e bolsas. Neste artigo, desmistificamos 6 pontos importantes sobre o procedimento, explicando o que é mito e o que é verdade, para ajudar na sua decisão.
A blefaroplastia é uma cirurgia plástica das pálpebras que vai além da estética. O cirurgião plástico David Di Sessa, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, explica que as técnicas atuais permitem abordagens individuais, e antes de decidir, é importante entender essas possibilidades para alinhar expectativas, segurança e objetivos.
A blefaroplastia começa pela identificação da queixa. Estruturas diferentes podem produzir um aspecto parecido, por isso nem sempre a solução está apenas na retirada de pele. Quando avaliamos a anatomia de forma completa, conseguimos escolher a técnica mais adequada e explicar ao paciente quais mudanças podem ser esperadas, afirma Di Sessa.
- A blefaroplastia não trata só o excesso de pele, mas também gordura, músculos e posição das pálpebras.
- Não há idade certa para a cirurgia; cada pessoa é avaliada individualmente.
- Nem sempre é preciso remover toda a gordura das bolsas; às vezes ela é reposicionada.
- Antes da cirurgia, é essencial avaliar problemas como olhos secos.
- A cirurgia inferior pode ser feita sem cicatriz externa, pela parte interna da pálpebra.
Confira os mitos e verdades:
1. Blefaroplastia serve apenas para retirar excesso de pele. Mito. A blefaroplastia é um procedimento que envolve também a gordura orbital, musculatura e posição das pálpebras. O cirurgião avalia cada caso individualmente para decidir o que precisa ser feito, pois o aspecto de cansaço pode ter várias causas.
2. Não existe idade certa para fazer blefaroplastia. Verdade. Não há uma idade específica. Algumas pessoas têm bolsas ou flacidez mais cedo por causa hereditária, outras só mais tarde. A indicação depende da avaliação médica, dos sintomas e da condição clínica de cada um.
3. Toda gordura das bolsas precisa ser retirada. Mito. Em muitos casos, a gordura pode ser preservada ou reposicionada para evitar depressões e manter um aspecto natural. Retirar demais pode deixar o contorno encovado.
4. Olhos secos precisam ser avaliados antes da cirurgia. Verdade. Sintomas como ardor, sensação de areia e lacrimejamento frequente podem indicar problemas oculares. Essas informações devem ser comunicadas ao médico para planejar a cirurgia com segurança, pois o pós-operatório pode causar ressecamento temporário.
5. A blefaroplastia inferior sempre deixa cicatriz externa. Mito. Em alguns pacientes, a incisão pode ser feita por dentro da pálpebra (técnica transconjuntival), sem cicatriz visível. Isso é possível quando não há excesso de pele importante.
6. Recursos regenerativos podem complementar o rejuvenescimento dos olhos. Verdade. Técnicas como PRP, PRF ou nanofat podem ajudar na textura da pele e no estímulo de colágeno, como complemento à cirurgia. Mas devem ser indicadas pelo médico conforme cada caso.
O melhor resultado não consiste em retirar o máximo, mas sim em tratar cada estrutura na medida certa. Respeitar a anatomia e as características individuais ajuda a manter o equilíbrio. Uma boa indicação também inclui orientar sobre recuperação e cuidados, conclui o cirurgião plástico.

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