A ação vai coletar DNA de familiares de pessoas desaparecidas para ajudar na identificação. Saiba como participar.
A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) e a Polícia Civil do Paraná (PCPR) vão participar da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, que acontece de 24 a 28 de agosto. Durante a semana, serão disponibilizados 19 postos de coleta em todo o estado, nas unidades da Polícia Científica.
Familiares que ainda não doaram material genético poderão fornecer a amostra nos pontos oficiais. A iniciativa é mais um recurso para ajudar a encontrar pessoas desaparecidas e pode responder às famílias.
- Coleta é gratuita, rápida e indolor
- Podem participar pais, filhos e irmãos
- Teste compara DNA com banco de pessoas não identificadas
- Paraná já identificou 25 desaparecidos por DNA
- Ação acontece em todo o Brasil entre 24 e 28 de agosto
O material genético coletado será comparado com perfis de pessoas não identificadas, vivas ou falecidas, cadastrados nos bancos locais e nacionais de perfis genéticos. As comparações são feitas continuamente para achar possíveis vínculos de parentesco.
Como é feita a coleta
O procedimento é feito por peritos oficiais, é gratuito, rápido e não dói. Pode ser feito com um cotonete na parte interna da bochecha ou com uma pequena gota de sangue do dedo.
É importante que a doação seja feita por familiares de primeiro grau, se possível. A ordem de preferência é: pai e/ou mãe biológicos; filhos biológicos e o outro genitor; e irmãos biológicos. Se não for possível, outros parentes podem ser considerados.
Como a mobilização é nacional, se a família mudou de cidade, basta informar o local de origem da ocorrência no momento da coleta.
Se não puder comparecer, é só entrar em contato com o posto mais próximo para a equipe avaliar a melhor forma de fazer o procedimento.
Onde coletar no Paraná
Os pontos oficiais de coleta estão disponíveis no site do governo. A lista pode ser consultada no endereço do Ministério da Justiça.
O que levar
Leve um documento de identidade, informações do Boletim de Ocorrência (número, estado e delegacia) e, se tiver, objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter DNA, como escova de dentes, dente de leite ou cordão umbilical.
25 anos identificando por DNA
A Seção de Genética Molecular Forense da Polícia Científica do Paraná começou em 2001. Hoje, o estado tem 735 amostras de familiares cadastradas no CODIS e 501 perfis genéticos de corpos não identificados.
Até agora, o Paraná já fez 25 identificações de desaparecidos por DNA. No total, o número de coincidências gerais chega a 473, além de 162 entre vestígios de condenados.
Investigação
A campanha é uma ferramenta importante para a Polícia Civil, pois ajuda a cruzar informações e resolver casos complexos. Por exemplo, quando uma vítima de homicídio é encontrada sem identificação, o DNA pode ligar ao desaparecimento de outra pessoa e ajudar na investigação.
O exame genético também dá respostas às famílias que esperam há anos por notícias de um ente querido. O match (coincidência) é um passo fundamental para acabar com a incerteza e para a polícia avançar na busca por respostas.

Desaparecidos (IA)


