24 de agosto de 2026

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China vira extensão industrial de marcas brasileiras

Geral Industria 24/08/2026 09:36 Ludmila Baldoni Publika.ai

A China deixa de ser apenas fornecedor de produtos baratos e passa a atuar como extensão industrial de marcas brasileiras, desenvolvendo produtos e fabricando em escala para empresas do Brasil.

A China deixou de ser apenas um lugar para comprar produtos prontos. Hoje, marcas brasileiras podem chegar com a ideia, desenvolver o produto, definir especificações e usar uma estrutura industrial chinesa para fabricar em escala, mantendo a marca, o projeto e a estratégia no Brasil.

Os números ajudam a entender esse movimento: em 2025, o Brasil importou US$ 70,9 bilhões da China. O país continua sendo o principal parceiro comercial do Brasil, com presença crescente em setores que vão de eletrônicos e máquinas a carros. No setor automotivo, a transformação ficou ainda mais evidente com a entrada de novas marcas e o crescimento de veículos elétricos no mercado nacional.

Para Felipe Teixeira, CEO da Ningbo BR Goods, esse movimento vai muito além dos automóveis. A indústria automotiva tornou essa transformação mais visível, mas já acontece em diversos setores. A China deixou de ser apenas um lugar onde a empresa compra um produto pronto. Hoje, uma marca brasileira pode chegar com uma ideia, desenvolver o produto, definir suas especificações e utilizar uma estrutura industrial chinesa para fabricar em escala, afirma.

Segundo o executivo, o acesso à cadeia produtiva chinesa ficou mais fácil, aumentando a concorrência entre empresas que atuam apenas como revenda. Nesse cenário, desenvolver soluções personalizadas permite competir com volumes menores. Hoje, a importação ficou mais acessível. Com a internet e ferramentas como a inteligência artificial, ficou mais fácil encontrar fornecedores. Quanto maior o acesso, maior a concorrência. Quem trabalha apenas com produtos que qualquer empresa consegue encontrar pode ter dificuldades de preço. Quando há um diferencial, é possível começar com volumes menores, testar o mercado e crescer conforme o produto ganha espaço, explica Teixeira.

A mudança também aparece nos números da Ningbo BR Goods, que prevê crescimento de 35% neste ano. Atualmente, 95% dos itens desenvolvidos pela empresa são destinados às marcas de seus clientes.

Antes, os clientes queriam saber quanto custava importar determinado produto. Hoje, chegam com desenhos, protótipos, requisitos técnicos e informações sobre o comportamento daquela categoria no mercado. Muitos já sabem que os lotes iniciais podem ser menores e permitem testar uma marca antes de escalar. A indústria chinesa se especializou, mas os clientes também estão mais bem preparados para essa negociação. Parte das empresas brasileiras deixou de apenas comprar produtos e passou a usar a China para criar seus próprios produtos e ganhar vantagem comercial, afirma.

É nesse modelo que atua a Ningbo BR Goods. Com sede em Ningbo, um dos principais polos industriais e logísticos da China, a empresa desenvolve soluções sob demanda para companhias brasileiras e internacionais. A operação conta com 33 unidades fabris, capazes de produzir mais de 5 mil tipos de produtos, e atende cerca de 350 empresários brasileiros.

Felipe acredita que a mudança está na forma como as empresas enxergam a relação com a indústria chinesa. A pergunta deixou de ser apenas onde comprar mais barato. O empresário precisa entender onde consegue desenvolver melhor, produzir com qualidade, ganhar velocidade e adaptar o volume conforme o mercado responde. Isso transforma a importação em uma decisão estratégica de negócio, conclui.

A aproximação entre Brasil e China também ocorre no sentido inverso. Enquanto empresas brasileiras utilizam a estrutura chinesa para desenvolver seus produtos, companhias chinesas ampliam investimentos e presença produtiva no Brasil. Em 2025, o país foi o principal destino de investimentos chineses no mundo, com US$ 6,1 bilhões em aportes, segundo o Conselho Empresarial Brasil-China.

Nesse cenário, a China passa a ocupar uma posição cada vez mais estratégica nas cadeias produtivas brasileiras, fornecendo produtos, componentes, tecnologia e capacidade industrial. Para Felipe, a mudança está na relação entre empresas brasileiras e fornecedores. Estamos entrando em uma fase em que a fronteira entre importar, fabricar e definir o produto fica cada vez mais tênue. A China passou a fazer parte da estratégia industrial de muitas empresas brasileiras, conclui o empresário.

Saiba mais sobre a Ningbo BR Goods: A Ningbo BR Goods é uma indústria multissetorial com sede em Ningbo, na China. Idealizada pelo brasileiro Felipe Teixeira, a empresa integra o grupo NBG China Group, produz mais de 5 mil itens diferentes, tem 33 parques fabris e exporta para 30 mercados. Aliando tecnologia e produção sob demanda, atende empresas de todos os portes com produtos personalizados de alta qualidade. Acesse: https://ningbobrgoods.com e o simulador gratuito de importação: https://simulador.nbgchinagroup.com/

A Assessoria de Imprensa é Publika.ai Comunicação.

Conhecimento geral: Felipe Teixeira, CEO da Ningbo BR Goods | www.ningbobrgoods.com