23 de agosto de 2026

??ºC Tempo São Paulo - SP São Paulo - SP
??ºC Tempo Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro - RJ
??ºC Tempo Salvador - BA Salvador - BA

Exposição conta como indígenas Katxuyana e Kahyana recuperaram suas terras

Geral Arte 23/08/2026 15:13 Fabíola Sinimbú - Repórter da Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

Uma mostra no Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, reúne fotos, histórias e objetos dos povos Katxuyana e Kahyana para mostrar como eles lutaram e reconquistaram seus territórios tradicionais. A exposição estará aberta ao público a partir de agosto, com destaque para um artefato sagrado chamado txamatxama.

A história da retomada das terras pelos povos indígenas Katxuyana e Kahyana será contada em uma exposição a partir do dia 25 de agosto no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém. A mostra chamada Katxar kum neero | Nossos lugares verdadeiros reúne fotografias, histórias de vida e peças antigas feitas pelos próprios indígenas desde 1960.

Essas lembranças estavam espalhadas e quase perdidas no tempo, porque parte desses indígenas foi separada e ficou isolada depois de não poder continuar vivendo em suas terras tradicionais. O ferido ponto central da exposição é o txamatxama, um objeto especial usado para conversar com outros povos e com os espíritos.

  • Os Katxuyana e Kahyana sempre viveram no oeste do Pará, perto do Amazonas.
  • Nos anos 60, ainda na ditadura militar, foram expulsos das próprias terras.
  • Em 2008, a Funai começou a demarcar o território e isso foi concluído em 2025 quando o presidente assinou um decreto.
  • A exposição fica no Museu Goeldi até 30 de abril de 2027, com entrada de quarta a domingo.
  • Uma pesquisadora explica que a mostra reúne peças atuais dos povos e também objetos coletados nos anos 60 pelo britânico P.

É uma chance de contar nossas histórias de luta e coragem diante de um passado muito difícil, que tentou apagar quem nós somos, afirma Angela Kaxuyana, uma das indígenas da Associação Indígena Kaxuyana, Tunayana e Kahyana.

Em 2008, a Funai começou o processo para devolver as terras. Depois de muitos anos, em 2025, o presidente assinou um decreto reconhecendo a homologação o que significa decidir para sempre que o território pertence aos indígenas.

Uma exposição feitas juntos

As obras foram escolhidas em grupo, com o Instituto de Pesquisa Indígena Iepé e o Museu Goeldi.

Lúcia van Velthem, pesquisadora, explica: Vamos mostrar peças que os Katxuyana hoje fazem e usam, e também peças antigas da Coleção do Museu que foram coletadas nos anos de 1960 pelo pesquisador Protásio Frikul.

O principal destaque da mostra é o txamatxama, uma peça com penas que serve para a paz entre os povos e, meio de comunicação com os outros seres. A exposição é gratuita