21 de agosto de 2026

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Esporte tira jovens da rua e da criminalidade, afirma ministro

Geral 21/08/2026 16:21 Waleria de Carvalho meiahora.com.br

O ministro Paulo Henrique Cordeiro destaca o papel do esporte na sociedade, projetos de inclusão e a Copa do Mundo Feminina de 2027, com foco em democratizar o acesso ao esporte e gerar legado social.

Desde que assumiu o Ministério do Esporte, em abril, o advogado e professor Paulo Henrique Cordeiro não se cansa de trabalhar para levar o melhor à sociedade brasileira. A ideia é democratizar o esporte, levando para o interior e para cidades pequenas que precisam desse olhar. São muitos os desafios e conquistas, como a Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027, que será a primeira na América Latina, começando no Brasil no dia 24 de junho, com abertura e encerramento no Maracanã. Além disso, existem projetos como Bolsa Atleta, TEAtivo, Arenas do Brasil e muitos outros no radar. Em entrevista exclusiva aos jornais O Dia e Meia Hora, o ministro faz um balanço da pasta e da Copa.

O Dia: O senhor assumiu o Ministério em abril, mas já estava na pasta como Secretário Nacional de Esporte. Sendo alguém sem trajetória nas urnas, como enxerga esse papel Qual balanço faz da gestão até aqui

Paulo Henrique Cordeiro: Eu nunca disputei o voto, e por isso tenho um respeito enorme por quem disputa. O primeiro ponto do balanço é simbólico: o retorno do esporte à condição de Ministério, decisão do presidente Lula. O Ministério nunca mais pode voltar a ser secretaria; esse é um ponto fundamental. Democratizar o esporte, levar para o interior e para quem mais precisa é a diretriz desde minha época como secretário nacional de esporte. Temos mais de duas mil obras em andamento e mais de 700 arenas em construção pelo país. Do ponto de vista de recursos, criamos mecanismos como a lei de incentivo fiscal e programas como Bolsa Atleta, além de aproximar confederações esportivas ao Conselho Nacional de Esporte.

Temos uma lei de incentivo fiscal que repassou cerca de R$ 1 bilhão no último ano e deve repassar ainda mais. Ampliamos o incentivo de 2% para 3% do Imposto de Renda das empresas, com vigência permanente. O orçamento do Ministério do Esporte já saltou de cerca de R$ 300 milhões para R$ 3 bilhões, um crescimento de 60% em um ano. Também criamos a Bolsa Pódio, para atletas já ranqueados, e hoje atendemos mais de 212 mil atletas entre Bolsa Atleta, Para Atleta e Bolsa Pódio.

Ultrapassamos etapas de fiscalização com retenção de 2,5% em emendas parlamentares para custeio de projetos, apoiamos universidades federais para acompanhamento in loco e incluímos a CGU no processo, para segurança jurídica. Além disso, desenvolvemos um sistema com inteligência artificial que vincula o CNPJ do proponente ao processo, acelerando a tramitação e reduzindo taxas e tempo de espera.

  • O orçamento do Esporte passou de 300 milhões para 3 bilhões.
  • A lei de incentivo fiscal agora tem vigência permanente.
  • Mais de 212 mil atletas atendidos por bolsas e apoios.
  • Centenas de obras e arenas beneficiando comunidades.
  • Plano de longo prazo para o Fundo Nacional do Esporte.

E o futebol em relação aos demais esportes

O futebol mexe com a paixão nacional, mas o Ministério atua em várias frentes: vôlei de praia, atletismo, esportes educacionais e amadores, além de projetos paralímpicos. Um estudo da FGV aponta que cada real investido retorna muito mais à economia, variando conforme a modalidade. O objetivo é estruturar um ecossistema que leve oportunidades a crianças e jovens de baixa renda, promovendo saúde, educação e inclusão social.

Um dos pilares é o desenvolvimento de centros de treinamento de futebol feminino, além de iniciativas como Arenas do Brasil e TEAtivo, que envolve crianças com Transtorno do Espectro Autista em atividades esportivas adaptadas. Em Araraquara (SP), está em estudo a criação do primeiro centro de treinamento exclusivo para futebol feminino no país, fruto de parceria com o ex-jogador Edinho. A Copa do Mundo Feminina de 2027 é vista como catalisadora de mudanças estruturais e culturais no esporte feminino brasileiro.

O ministro também ressalta que a Copa deverá beneficiar a economia, com estimativas de estudo da FGV apontando bilhões de reais de impacto e a geração de milhares de empregos. Além disso, a segurança dos estádios envolve uma integração entre diferentes órgãos e ministérios para promover uma competição inclusiva e segura. O legado persiste na visão de que o esporte de base precisa ser fortalecido para formar futuras atletas e cidadãos.

Parágrafos adicionais e contexto sobre o legado da Copa e as ações do Ministério estão incluídos para facilitar a leitura.