Um vinho criado por uma decisão familiar que modernizou uma vinícola centenária e conquistou o mundo
Um vinho criado por uma decisão familiar que modernizou uma vinícola centenária e conquistou o mundo
Vários vinhos ajudam a contar a história de uma vinícola tradicional. Esse é o caso do Piccini Chianti Orange, um rótulo que mudou a vida da vinícola italiana Piccini e a tornou conhecida no mundo todo. Feito no início dos anos 2000, ele virou símbolo de modernização e está entre os Chiantis mais famosos do mundo.
Diego Peres Ávila, da Bodegas Grupo Wine, uma importadora que vende vinhos online para lojas e restaurantes, diz que o Chianti Orange é mais do que um sucesso comercial. Ele é um momento importante da Piccini, quando a vinícola percebeu que precisava conversar com o mundo e com as novas gerações sem perder a própria identidade. Ele mostra como criar uma nova versão de um estilo antigo. A sua excepcionalidade é agradar vários gostos, porque é fresco e frutado. Diferente de outros Chiantis, ele não tem sabor de terra nem taninos fortes.
- O vinho foi criado após uma briga na família sobre a cor do rótulo.
- Ele é feito com uvas Sangiovese, Ciliegiolo e Canaiolo.
- Amadurece em tanques de aço e cimento por 6 a 9 meses.
- Está presente na França, um mercado difícil para vinhos italianos.
- No Brasil, custa cerca de R$ 100.
Uma decidida mudança na vinícola centenária
A história do Chianti Orange começa com uma discussão entre Mario e Martina Piccini sobre a cor do rótulo. Mario queria vermelho, Martina queria amarelo. O pai deles resolveu escolher laranja, que ficou diferente e chamou atenção.
Um Chianti que conversa com novos consumidores
Apesar do visual ousado, o vinho respeita a tradição da D.O.C.G. Chianti. Ele é feito com Sangiovese, Ciliegiolo e Canaiolo, e tem o sabor típico da Toscana: frutas vermelhas, boa acidez e taninos macios. A diferença é que é mais fácil de beber, sem a força dos tintos mais fortes. Isso porque ele fica de 6 a 9 meses em tanques de aço e cimento, o que preserva a frescura e as frutas.
Presença fixa na França, um mercado difícil
Uma curiosidade é que o Chianti Orange está sempre à venda na França, algo raro para um vinho italiano. A França é conhecida por proteger sua própria produção, mas abriu espaço para esse rótulo toscano.
Um vinho que ajudou a internacionalização
O sucesso desse vinho coincidiu com a expansão da Piccini no mundo. Hoje, a empresa exporta para mais de 90 países e 70% da receita vem de fora. O rótulo é visto como o primeiro grande sinal de que a vinícola poderia competir globalmente.
Um sucesso que agrada muitos paladares
Por causa da acidez e do sabor frutado, combina com pizzas, massas com molho de tomate, lasanhas, carnes brancas, embutidos, queijos e pratos simples. É um Chianti moderno, que mantém a tradição toscana, mas com uma linguagem mais acessível.
O vinho está disponível no Brasil por cerca de R$ 100, um bom custo-benefício. Mais do que um vinho bem-sucedido, ele virou um capítulo importante na transformação de uma vinícola centenária em uma marca global, mostrando que sair do comum é uma forma de continuar relevante.




